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'Black Monday': entenda o que aconteceu com o dólar e se a moeda pode chegar a R$ 6

(Foto: )bearfotos/Freepik

‘Black Monday’: entenda o que aconteceu com o dólar

Alta da moeda vem desde junho, mas se intensificou nos últimos dias, em meio ao receio de uma recessão econômica nos Estados Unidos

Redação Por Redação
05/08/2024 - 20:25
em Internacional
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Agosto mal começou, mas os presságios são de um mês conturbado para o dólar. Em cinco dias, a moeda norte-americana já acumula uma valorização de 1,54%, já tendo alcançado a maior cotação desde 2021. No ano, a moeda sobe 18,31%.

A alta do dólar vem desde junho, mas se intensificou nos últimos dias, em meio ao receio de uma recessão econômica nos Estados Unidos. Os temores de que haja uma queda brusca da atividade econômica nos EUA levam o mercado financeiro a recalcular suas apostas.

Os investidores deixam de apostar em ações, por exemplo, pois os lucros se retraem. O fluxo de dinheiro, portanto, sai da bolsa de valores ou dos investimentos diretos, para ativos mais seguros. É o caso dos títulos de dívida americana (as Treasuries), considerados os mais seguros do mundo.

Pelo tamanho da economia americana, esse “caminho do dinheiro” é replicado em escala global. Isso afeta as bolsas de outros países e dá força ao dólar.

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Especialistas dizem que a reação dos mercados aos primeiros indícios de recessão nos EUA foi exagerada nesta segunda-feira (5), mas ainda há espaço para que o dólar bata os R$ 6 caso o cenário local e internacional se deteriore.

O que aconteceu com o dólar?

Nesta segunda-feira (5), o dólar fechou em alta de 0,56%, cotado em R$ 5,7412, renovando o maior patamar em dois anos e meio.

Há uma série de fatores que podem explicar a forte valorização que o dólar tem registrado desde a semana passada.

Entre eles:

A preocupação com uma possível recessão nos Estados Unidos;
O cenário geopolítico global e a queda nos preços das commodities;
A forte valorização do iene;
A continuidade das preocupações com o quadro fiscal brasileiro.

Recessão nos Estados Unidos

Na última sexta-feira (2), o payroll, um dos principais relatórios do mercado de trabalho norte-americano, reportou a criação de 114 mil vagas fora do setor agrícola nos EUA em julho.

O número não apenas representa uma desaceleração em comparação ao mês anterior, quando o país criou 179 mil postos, como também veio abaixo do esperado pelo mercado, que projetava 175 mil novas vagas em julho.

O setor privado gerou 97 mil postos de trabalho, a segunda menor leitura desde dezembro de 2020. Com isso, a taxa de desemprego subiu para 4,3% (ante 4,1%).

O resultado ainda se somou a outro dado de emprego que veio aquém do esperado no país, na última quinta-feira (1º). Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA aumentaram em 14 mil na semana encerrada em 27 de julho, para 249 mil. É um pico nos últimos 11 meses.

Esses indicadores sugerem um enfraquecimento do mercado de trabalho norte-americano e reforçam a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deve começar a cortar os juros no país em breve.

Na semana passada, o Fed decidiu mais uma vez manter as taxas de juros inalteradas nos EUA, mas abriu a porta para uma possível redução dos juros na próxima reunião da instituição, em setembro.

O Fed não se sentiu confortável até o momento para reduzir as taxas, pois buscava levar os índices de inflação de volta para a meta de 2%. O índice está atualmente em 3% na janela de 12 meses, e a avaliação era que o mercado de trabalho aquecido poderia gerar mais pressão nos preços.

O dólar pode chegar a R$ 6?

Segundo especialistas, apesar da leitura de que a reação dos mercados foi exagerada nesta segunda-feira, ainda há espaço para que o dólar bata os R$ 6 caso o cenário local e internacional se deteriore.

Ou seja, se houver uma piora da preocupação de uma eventual recessão nos Estados Unidos, a continuidade de queda nos preços das commodities ou um agravamento do quadro fiscal brasileiro, a moeda norte-americana pode, sim, alcançar uma valorização ainda maior.

“Essas previsões são difíceis de fazer. É necessário entender a função de reação dos mercados. Com commodities mais baixas, por exemplo, o câmbio local também tende a baixar. Mas se houver uma descompressão do fator doméstico, isso pode ajudar a segurar o câmbio no lugar. Uma coisa compensa a outra”, disse Bianchi Filho.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações do g1.

Tags: #Alta do dólar
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