O asteroide Bennu voltou a ganhar destaque nas redes sociais após a circulação de publicações sobre um possível impacto com a Terra no futuro. Apesar das especulações, a NASA reforça que a probabilidade de colisão permanece extremamente baixa e que o objeto continua sendo monitorado por observatórios e missões espaciais.
Com cerca de 500 metros de diâmetro, Bennu é considerado um dos asteroides mais estudados do Sistema Solar. De acordo com estimativas divulgadas pela agência espacial em 2021, existe uma chance de aproximadamente 1 em 2.700 — equivalente a 0,037% — de que ele atinja a Terra em 24 de setembro de 2182.
Quais seriam os impactos de uma colisão?
Embora improvável, um impacto de um asteroide desse porte teria potencial para provocar consequências significativas em escala global.
Estudos científicos indicam que a colisão poderia lançar grandes volumes de poeira e aerossóis na atmosfera, reduzindo a entrada de luz solar e provocando uma queda média de até 4°C na temperatura do planeta.
Esse resfriamento afetaria diretamente a fotossíntese, diminuiria a produção agrícola e poderia desencadear uma crise de abastecimento de alimentos em diferentes regiões do mundo.
Os pesquisadores também estimam que um evento desse tipo poderia comprometer cerca de 32% da camada de ozônio, aumentando a exposição da superfície terrestre à radiação ultravioleta.
Além das alterações climáticas, o impacto causaria uma poderosa onda de choque, terremotos, incêndios florestais e a formação de uma grande cratera na área atingida.
Especialistas descartam motivo para alarme
Apesar dos possíveis efeitos de um impacto, cientistas ressaltam que o risco atual é extremamente reduzido.
O físico climático Axel Timmermann, diretor do Centro de Física Climática (ICCP), destaca que a probabilidade de colisão é muito pequena, embora um eventual impacto pudesse produzir efeitos semelhantes aos registrados após algumas das maiores erupções vulcânicas dos últimos 100 mil anos.
Segundo o pesquisador, a principal consequência seria uma prolongada crise de segurança alimentar global, causada pelas mudanças climáticas decorrentes da grande quantidade de partículas lançadas na atmosfera.
NASA continua monitorando Bennu
A NASA acompanha continuamente a trajetória de Bennu por meio de observações e estudos orbitais. Novos dados poderão aperfeiçoar as previsões sobre o deslocamento do asteroide nas próximas décadas.
A comunidade científica reforça que não existe motivo para preocupação imediata, já que a possibilidade de colisão permanece extremamente remota e o monitoramento constante permite atualizar os cálculos com cada nova observação.
*Da Agência Fonte Exclusiva
