A rápida evolução da inteligência artificial (IA) generativa tem levado a uma reavaliação do futuro do trabalho em escala global. Um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisa da Polônia (NASK), mostra que aproximadamente 25% das ocupações em todo o mundo apresentam atividades potencialmente ameaçadas pela IA.
O estudo destaca que cerca de 3,3% do emprego global está na categoria de maior risco ao impacto da IA, e com uma diferença de gênero: 4,7% das mulheres ocupam essas funções, contra 2,4% dos homens. Além disso, a exposição à inteligência artificial varia significativamente entre países, sendo maior nos países de alta renda, onde 34% dos empregos estão em risco, em comparação com 11% nos países de baixa renda.
Os setores com maior risco são aqueles que envolvem atividades repetitivas e rotineiras, como serviços administrativos, suporte ao cliente e comunicação. A IA generativa, que pode criar textos, imagens, vídeos e códigos, está sendo adotada para otimizar processos e aumentar a produtividade das organizações.
Apesar do potencial para ganhos em eficiência, o relatório da OIT alerta para a necessidade de políticas públicas e estratégias que possam acompanhar essas transformações, garantindo proteção aos trabalhadores e acesso à capacitação. A automação pode eliminar certas funções, mas também traz a possibilidade de criação de novos empregos em setores ligados à tecnologia e inovação.
Embora existam alertas sobre os impactos da inteligência artificial, a Organização avalia que a substituição total de empregos ainda está longe de se concretizar, uma vez que diversas tarefas seguirão demandando atuação humana.
O documento reforça a importância de um diálogo entre empregadores, trabalhadores e governos para garantir uma transição justa e desenvolver estratégias inclusivas que acompanhem as transformações provocadas pela inteligência artificial.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.
