Desde 2004 no mercado brasileiro, a Reserva, do grupo Azzas 2154, passou por uma reinvenção nos últimos anos ao unir moda premium à paixão nacional pelo futebol. O movimento começou em 2021, com um convite do Flamengo, e já gerou R$ 100 milhões em receita, por meio de parcerias com outros dez clubes do país.
De acordo com a PwC, o mercado global de artigos esportivos movimenta mais de US$ 700 bilhões (R$ 3,8 trilhões) e pode atingir US$ 160 bilhões (R$ 868,8 bilhões) na próxima década — cenário que reforça o potencial dessa estratégia.
Além do Flamengo, a Reserva colaborou com o Vasco nos dois primeiros anos do projeto, incluindo o design de trajes de viagem para o clube em 2023. Em 2024, anunciou simultaneamente parcerias com Grêmio e Internacional, aproveitando a rivalidade entre os times. Botafogo e São Paulo também entraram no projeto naquele ano. Em 2025, Atlético-MG, Cruzeiro, Goiás e Sport se juntaram à lista.
Segundo Pedro Cardoso, diretor de inovações e novos negócios, a meta é chegar a mais dois clubes até 2026, quando o projeto deve encerrar a fase de expansão, mantendo o foco na qualidade dos produtos.
História com o esporte
A ligação da Reserva com o futebol não é nova. Em 2016, patrocinou o São Cristóvão, clube do bairro homônimo no Rio de Janeiro, e mais tarde fechou parceria com Zico e com o estádio do Maracanã. Em 2019, lançou campanha com campeões da Copa de 1994.
O convite do Flamengo, no entanto, gerou receio inicial: havia o risco de associação exclusiva ao clube e boicote de torcidas rivais. Para evitar isso, a comunicação adotou tom neutro, o que garantiu boa recepção.
Criação e distribuição
A marca realiza imersões na história e na cultura de cada clube, conversando com torcedores e buscando inspiração tanto no passado quanto no presente. O design é minimalista, com releituras de escudos e lançamentos sazonais, como a linha “Tal Pai, Tal Filho”.
Os produtos são vendidos em lojas próprias, e-commerce e lojas oficiais dos clubes. A Reserva também aposta na produção on demand para lançar itens comemorativos rapidamente, inclusive durante decisões de campeonatos.
Impacto e resultados
A estratégia não só ampliou a presença nacional da marca — hoje concentrada 70% no Sudeste —, como atraiu novos consumidores. A empresa espera faturar R$ 1,5 bilhão em 2025, com crescimento de 8% na rentabilidade.
Apesar de eventuais impactos de tarifas e mudanças no IOF, 90% da produção é nacional, o que minimiza riscos. Para a diretora de marcas Joana Bittencourt, o futebol reforça a brasilidade da Reserva e amplia seu alcance.
Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da Forbes.
