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Home Economia
Raquel Zagui, recentemente anunciada como head global de diversidade, equidade e inclusão do Grupo Heineken. (Edna Marcelino/Divulgação)

Raquel Zagui, recentemente anunciada como head global de diversidade, equidade e inclusão do Grupo Heineken. (Edna Marcelino/Divulgação)

Na contramão do mercado cervejeiro, Heineken amplia participação feminina

Embora crescente, a presença de mulheres no mercado de trabalho do setor ainda é desigual

Redação Por Redação
31/10/2024 - 17:44
em Economia
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Foi ali em meados de 2021, pandemia, que a Heineken fez uma aposta consigo mesmo no Brasil: ter, até 2026, 50% das posições de liderança ocupadas por mulheres. Na época, eram somente 28% dos líderes na operação brasileira, no país que representa o maior mercado da companhia no mundo. E a meta global do grupo era bem mais modesta, de 35% das cadeiras sênior ocupadas por elas no mesmo prazo.

Agora, após uma série de iniciativas – que incluiram passos muito embrionários pré 2021, como mapear unidades que não tinham banheiro feminino próximos às linhas de produção, até projetos mais estruturados como o “Elas que Brilham”, de aceleração de carreiras em áreas majoritariamente masculinas -, faltam dois anos para 2026, mas muito menos para os 50% esperados. A empresa alcançou a marca de 43% de mulheres na liderança, com um salto de 6% em relação ao ano anterior.

Lançado em setembro do ano passado, o programa Elas que Brilham teve em sua primeira edição, 11 participantes de áreas de produção. Destas, 90% foram promovidas e abriram caminho para a turma crescer. Em 2024, serão 15 participantes de diversas regiões do Brasil, agora contemplando além da produção, vendas e distribuição.

Com a ação, a companhia aumentou em 4% em representatividade feminina dentro do setor de produção, que hoje conta com 33,3% de mulheres líderes – um número significativamente acima da média do setor cervejeiro, onde essa população raramente ultrapassa 15% na mesma área.

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E os níveis hierárquicos mais altos seguem na mira das oportunidades para avançar mais, a exemplo da vice-presidente de pessoas, Raquel Zagui, recentemente anunciada como head global de diversidade, equidade e inclusão da companhia.

Compromisso de dentro para fora

O avanço é de se comemorar, não apenas no universo da Heineken, mas no contexto nacional do setor cervejeiro, onde historicamente a presença feminina tem sido baixa – estudos indicam, embora de acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 51,5% da população brasileira seja composta por mulheres, elas representam apenas cerca de 20% da força de trabalho total.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% dos cargos de liderança nas indústrias brasileiras são ocupados por mulheres. Em cervejeiras, o número cai para 25% das posições de alta hierarquia, apontam dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil). O que claramente demanda um esforço maior de conscientização do mercado.

Foi o que o Grupo fez, em março deste ano, ao levar para fora o compromisso que mantém firme dentro de casa, com a campanha “Verdades Difíceis de Engolir”. Em uma das peças, executivos e executivas da Heineken e do mercado eram convidados a experimentar uma bebida sem álcool desenvolvida exclusivamente para a ação. A ideia era que o sabor remetesse à experiência de muitas mulheres mo ambiente de trabalho: desagradável e ainda permeada por informações que tornam a realidade difícil de engolir.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da EXAME.

Tags: #Heineken
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