A desorganização financeira e o acúmulo de dívidas vêm afetando não apenas o orçamento, mas também o bem-estar dos brasileiros.
Um levantamento do Banco Central sobre Cidadania Financeira de 2025 aponta que metade das famílias do país afirma sentir estresse relacionado ao dinheiro.
De acordo com o estudo e a análise do consultor financeiro Rogério Olegário, o impacto desse cenário vai além da vida doméstica, atingindo a saúde mental, a produtividade no trabalho e a capacidade de formação de reservas financeiras.
O especialista defende que a educação financeira é o principal caminho para reverter esse quadro, destacando a importância de iniciar esse aprendizado desde a infância e de forma contínua ao longo da vida.
Segundo Olegário, crianças podem desenvolver maior autonomia quando são estimuladas a lidar com pequenas decisões financeiras no cotidiano.
Ele também ressalta que o exemplo dos pais é um dos fatores mais influentes na formação de hábitos relacionados ao dinheiro.
Nesse contexto, as escolas têm papel complementar ao reforçar conceitos como responsabilidade, cooperação, cidadania e noções básicas de organização financeira e empreendedorismo.
O Banco Central do Brasil (Banco Central do Brasil) avalia que a educação financeira traz impactos positivos em diferentes níveis. Para as famílias, significa maior estabilidade e capacidade de lidar com imprevistos; para a sociedade, contribui para um consumo mais consciente; e, para o país, fortalece o sistema econômico.
A instituição também disponibiliza materiais gratuitos sobre o tema, como cursos, vídeos e cartilhas voltados a diferentes públicos, incluindo crianças, jovens e adultos, dentro da política de cidadania financeira.
Na sequência da série sobre educação financeira, o destaque será um método prático utilizado por uma família de Brasília para ensinar crianças a lidar com o dinheiro no dia a dia, dentro da programação da Semana Nacional de Educação Financeira.
*Da Agência Fonte Exclusiva
