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Home Economia
Mercados financeiros encerram a semana com dólar quase estável e Ibovespa em queda. Petróleo recua após expectativa de negociações entre EUA e Irã.

Imagem: Reprodução/ Ilustração/ Agência Fonte Exclusiva

Mercados fecham semana com dólar estável e Bolsa em queda

Ibovespa recua 1,52% pressionado pela baixa do petróleo, enquanto investidores acompanham tarifas dos EUA e tensões no Oriente Médio.

redacao Por redacao
25/07/2026 - 09:43
em Economia
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O mercado financeiro brasileiro terminou a sexta-feira (24) dividido entre a cautela com as novas medidas comerciais dos Estados Unidos e os desdobramentos das tensões no Oriente Médio.

Enquanto o dólar apresentou pouca variação frente ao real, a Bolsa brasileira encerrou o pregão em baixa, influenciada principalmente pela queda do petróleo no cenário internacional.

Os principais indicadores do dia foram:

Dólar comercial: fechou a R$ 5,081, com recuo de 0,06% na sessão e baixa acumulada de 0,58% na semana;

Ibovespa: encerrou aos 174.041 pontos, queda de 1,52% no dia e alta semanal de 0,19%;

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Petróleo Brent: terminou cotado a US$ 96,78 por barril, com queda de 3,88% no pregão, mas valorização próxima de 10% na semana;

Petróleo WTI: fechou a US$ 89,31 por barril, recuo de 3,12% no dia e avanço semanal de cerca de 8%.

Câmbio acompanha cenário externo

O dólar teve uma sessão de pouca oscilação. A moeda norte-americana iniciou os negócios próxima de R$ 5,09, chegou a cair para a faixa de R$ 5,04 durante a manhã, mas terminou o dia praticamente estável, em R$ 5,081.

A movimentação foi influenciada principalmente por fatores internacionais, como a entrada em vigor de novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos contra cerca de 60 países, incluindo o Brasil. As alíquotas aplicadas variam entre 10% e 12,5%.

Outro elemento acompanhado pelos investidores foi a possibilidade de retomada das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. As conversas, que contam com a participação do Paquistão e apoio da China, aumentaram as expectativas de redução das tensões no Oriente Médio e contribuíram para a queda das cotações do petróleo.

Na comparação semanal, o real apresentou desempenho positivo diante de outras moedas emergentes. Entre os fatores que ajudaram a moeda brasileira estão a posição do Brasil como exportador líquido de petróleo e a diferença entre os juros praticados no país e nos Estados Unidos, que mantém o mercado brasileiro atrativo para investidores estrangeiros.

Bolsa recua pressionada por petróleo

O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 1,52%, aos 174.041 pontos, menor nível registrado na sessão. Apesar do resultado negativo na sexta-feira, o principal índice da Bolsa brasileira acumulou alta de 0,19% durante a semana.

A retração das ações ocorreu principalmente pela queda dos preços do petróleo, que levou investidores a realizarem lucros após a forte valorização recente dos papéis ligados ao setor energético.

Empresas relacionadas à mineração também foram afetadas pela baixa do minério de ferro, enquanto grandes bancos sentiram a redução do fluxo de capital estrangeiro destinado aos mercados emergentes.

As novas tarifas comerciais anunciadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros continuaram no radar dos investidores. Como as medidas já eram esperadas pelo mercado, parte dos impactos já havia sido incorporada aos preços dos ativos.

Petróleo perde força após avanço nas negociações

Depois de ultrapassar US$ 100 por barril na quinta-feira (23), pela primeira vez desde maio, o petróleo devolveu parte dos ganhos nesta sexta-feira diante da expectativa de uma possível abertura para negociações entre Estados Unidos e Irã.

O Brent, referência internacional utilizada como parâmetro para a Petrobras, encerrou o dia em US$ 96,78 por barril. Já o WTI, referência do mercado norte-americano, terminou cotado a US$ 89,31.

Apesar da queda, os investidores continuam monitorando os riscos relacionados ao fornecimento global de energia. A redução do fluxo no Estreito de Ormuz e os ataques promovidos pelos houthis no Mar Vermelho permanecem como fatores de preocupação para o transporte internacional de petróleo.

O mercado deve seguir atento aos próximos movimentos geopolíticos e comerciais, especialmente às decisões dos Estados Unidos e aos possíveis impactos sobre inflação, juros e crescimento econômico global.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #BolsaDeValores#Dólar#Economia#EstadosUnidos#Ibovespa#Investimentos#MercadoFinanceiro#MercadosGlobais#OrienteMédio#Petroleo
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