O Estado do Rio de Janeiro acompanha com preocupação o julgamento agendado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o próximo dia 6 de maio, quando a Corte deverá analisar as regras de distribuição dos royalties do petróleo no Brasil.
A decisão é considerada estratégica para as contas públicas fluminenses, já que pode alterar significativamente a arrecadação estadual e municipal em regiões produtoras.
No centro da discussão está a Lei 12.734/2012, aprovada para redistribuir royalties e participações especiais entre estados produtores e não produtores. Desde 2013, a norma está parcialmente suspensa por decisão liminar, mantendo o modelo anterior de repasses até julgamento definitivo.
Caso o STF valide a nova divisão, o Rio de Janeiro poderá enfrentar uma das maiores perdas fiscais dos últimos anos.
Royalties sustentam áreas essenciais
Os royalties do petróleo representam fonte relevante de receita para o estado e diversos municípios fluminenses. Esses recursos costumam ser destinados a investimentos em saúde pública, educação, segurança, mobilidade urbana, saneamento básico e infraestrutura.
Especialistas alertam que uma redução brusca nos repasses pode comprometer obras em andamento, manutenção de serviços e capacidade de investimento do poder público.
Também cresce a preocupação com o equilíbrio fiscal do estado, que ainda enfrenta desafios históricos nas finanças públicas.
Cidades produtoras no radar
Entre os municípios mais sensíveis à decisão estão Campos dos Goytacazes, Macaé, Maricá, Niterói, Rio das Ostras, Cabo Frio e São João da Barra.
Nessas cidades, os royalties têm peso expressivo no orçamento anual e ajudam a financiar programas sociais, obras urbanas, saúde e educação.
No Norte Fluminense, prefeitos acompanham o julgamento com atenção redobrada por conta da forte ligação regional com a indústria de óleo e gás.
Nas últimas semanas, representantes do governo estadual, prefeitos, parlamentares e entidades empresariais intensificaram articulações políticas e jurídicas.
A principal defesa é que estados produtores continuem recebendo compensações proporcionais pelos impactos ambientais, operacionais e logísticos gerados pela exploração petrolífera.
Nos bastidores, o clima é de mobilização institucional para proteger empregos, arrecadação e investimentos estratégicos.
Data decisiva para o futuro fluminense
O julgamento de 6 de maio é tratado como um marco para a economia do Rio de Janeiro. Dependendo do resultado, o estado poderá rever planejamentos orçamentários, cortar despesas e reorganizar políticas públicas.
A expectativa é de repercussão nacional, reacendendo o debate entre estados produtores e não produtores sobre a divisão da riqueza do petróleo brasileiro.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
