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Home Economia
STF julga em 6 de maio ação sobre royalties do petróleo. Rio de Janeiro teme perdas bilionárias e impacto em cidades produtoras.

📸 Arquivo/Fonte Exclusiva

Julgamento no STF sobre royalties coloca economia do Rio em alerta máximo

Decisão marcada para 6 de maio pode mudar divisão de recursos do petróleo e provocar perdas bilionárias ao estado e municípios produtores.

Redação Por Redação
18/04/2026 - 19:22
em Economia
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O Estado do Rio de Janeiro acompanha com preocupação o julgamento agendado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o próximo dia 6 de maio, quando a Corte deverá analisar as regras de distribuição dos royalties do petróleo no Brasil.

A decisão é considerada estratégica para as contas públicas fluminenses, já que pode alterar significativamente a arrecadação estadual e municipal em regiões produtoras.

No centro da discussão está a Lei 12.734/2012, aprovada para redistribuir royalties e participações especiais entre estados produtores e não produtores. Desde 2013, a norma está parcialmente suspensa por decisão liminar, mantendo o modelo anterior de repasses até julgamento definitivo.

Caso o STF valide a nova divisão, o Rio de Janeiro poderá enfrentar uma das maiores perdas fiscais dos últimos anos.

Royalties sustentam áreas essenciais

Os royalties do petróleo representam fonte relevante de receita para o estado e diversos municípios fluminenses. Esses recursos costumam ser destinados a investimentos em saúde pública, educação, segurança, mobilidade urbana, saneamento básico e infraestrutura.

Especialistas alertam que uma redução brusca nos repasses pode comprometer obras em andamento, manutenção de serviços e capacidade de investimento do poder público.

Também cresce a preocupação com o equilíbrio fiscal do estado, que ainda enfrenta desafios históricos nas finanças públicas.

Cidades produtoras no radar

Entre os municípios mais sensíveis à decisão estão Campos dos Goytacazes, Macaé, Maricá, Niterói, Rio das Ostras, Cabo Frio e São João da Barra.

Nessas cidades, os royalties têm peso expressivo no orçamento anual e ajudam a financiar programas sociais, obras urbanas, saúde e educação.

No Norte Fluminense, prefeitos acompanham o julgamento com atenção redobrada por conta da forte ligação regional com a indústria de óleo e gás.

Nas últimas semanas, representantes do governo estadual, prefeitos, parlamentares e entidades empresariais intensificaram articulações políticas e jurídicas.

A principal defesa é que estados produtores continuem recebendo compensações proporcionais pelos impactos ambientais, operacionais e logísticos gerados pela exploração petrolífera.

Nos bastidores, o clima é de mobilização institucional para proteger empregos, arrecadação e investimentos estratégicos.

Data decisiva para o futuro fluminense

O julgamento de 6 de maio é tratado como um marco para a economia do Rio de Janeiro. Dependendo do resultado, o estado poderá rever planejamentos orçamentários, cortar despesas e reorganizar políticas públicas.

A expectativa é de repercussão nacional, reacendendo o debate entre estados produtores e não produtores sobre a divisão da riqueza do petróleo brasileiro.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #CamposRJ#EconomiaRJ#MacaéRJ#Maricá#Niteroi#NotíciasRJ#Petroleo#RioDeJaneiro#Royalties#STF
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