Governo intensifica fiscalização e promete punição a aumentos indevidos de combustíveis

Ministro Alexandre Silveira reforça ações da PF, ANP e Procons para coibir abusos e crimes contra a economia popular.

O governo federal anuncia medidas rigorosas contra aumentos abusivos nos combustíveis, incluindo fiscalização da ANP, PIS/Cofins suspensos e multas de até R$ 500 milhões.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (18) que o governo federal não dará trégua a quem praticar aumento indevido nos preços dos combustíveis ou cometer crimes contra a economia popular.

Durante o Leilão de Reserva de Capacidade de Energia, em São Paulo, Silveira destacou que o governo tem atuado em conjunto com a Polícia Federal, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a Receita Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e os Procons estaduais para fiscalizar os preços cobrados nos postos.

“Nós não teremos um segundo sequer de trégua àqueles que querem delinquir contra o povo brasileiro, contra a economia popular ou contra os preços reais, preços que efetivamente deveriam estar na bomba de combustíveis no Brasil”, declarou o ministro.

Medidas para conter a alta

Entre as ações adotadas pelo governo estão:

  • Suspensão temporária das alíquotas de PIS e Cofins sobre importação e comercialização do diesel;

  • Proposta para que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o ICMS sobre importação de diesel, com compensação de 50% da perda de arrecadação pela União.

O objetivo é criar mecanismos para impedir abusos, combater crimes contra a economia popular e coibir práticas de cartel no setor de combustíveis.

A Polícia Federal já instaurou inquéritos para apurar casos detectados de preços abusivos.

Fiscalização

Segundo a ANP, na terça-feira (17), 46 postos e uma distribuidora foram fiscalizados em 22 cidades de dez estados e do Distrito Federal.

Durante a operação, foram lavrados 11 autos de infração e três autos de interdição por diferentes irregularidades.

A agência informou que, caso sejam confirmados abusos, os responsáveis poderão ser multados, com valores variando de R$ 50 mil a R$ 500 milhões, dependendo da gravidade e do porte do infrator.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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