Fraude no azeite: governo manda recolher lote após irregularidades

Análises laboratoriais encontraram mistura de outros óleos vegetais em produto vendido como azeite extravirgem.

Ministério da Agricultura determina recolhimento de lote de azeite San Paolo após detectar adulteração no produto.

📸Reprodução/ MAPA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento de um lote de azeite extravirgem da marca San Paolo após identificar irregularidades na composição do produto.

Segundo a pasta, análises laboratoriais confirmaram a presença de outros óleos vegetais misturados ao azeite, prática considerada fraudulenta pelas autoridades sanitárias.

O lote afetado é o de número 260289, classificado pelo governo como impróprio para consumo humano. A decisão foi tomada após fiscalização técnica apontar adulteração na composição do alimento comercializado como azeite de oliva extravirgem.

Além da fraude identificada no produto, o Ministério também encontrou inconsistências nas informações da empresa responsável pela importação e distribuição do azeite.

De acordo com a investigação, o endereço e o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) informados nos rótulos e em documentos fiscais não foram confirmados pelas autoridades.

A empresa chegou a ser notificada pela Superintendência Federal de Agricultura em São Paulo, mas não apresentou resposta dentro do prazo estabelecido. Diante disso, deverá responder administrativamente pelas irregularidades constatadas.

O Mapa alertou que estabelecimentos comerciais que continuarem vendendo o lote irregular poderão ser responsabilizados por infração sanitária.

O órgão também orientou consumidores que tenham adquirido o produto a suspender imediatamente o uso e solicitar a substituição ou ressarcimento, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

O ministério reforçou ainda algumas recomendações para ajudar consumidores a identificar possíveis fraudes envolvendo azeites.

Entre as orientações estão desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado, verificar listas oficiais de produtos irregulares já apreendidos e observar características da embalagem, como o uso de vidro escuro.

Outra recomendação é priorizar produtos com data de envase mais recente, o que pode ajudar a garantir melhor qualidade e conservação do azeite.

Casos de adulteração em azeites têm sido alvo frequente de operações de fiscalização no país, principalmente devido ao alto valor agregado do produto e à dificuldade de identificação da fraude pelo consumidor comum.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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