Usuários de diferentes bancos enfrentaram dificuldades para realizar transferências e pagamentos via Pix na tarde desta quarta-feira (18). A instabilidade afetou diversas instituições financeiras e rapidamente gerou uma alta no número de reclamações em redes sociais e plataformas de monitoramento de serviços.
De acordo com o site Downdetector, os primeiros registros começaram por volta das 15h30. O pico ocorreu às 16h26, quando foram registradas 945 ocorrências simultâneas relacionadas ao sistema. O maior volume de queixas partiu de clientes do Nubank, que concentrou mais de 700 relatos no mesmo período. Também houve registros envolvendo usuários de bancos como Itaú, Bradesco, Santander, Inter, C6 Bank, PicPay, Mercado Pago e Stone.
Nas redes sociais, consumidores compartilharam mensagens de erro e relataram dificuldades para concluir pagamentos. A impossibilidade de realizar transferências gerou frustração, principalmente em situações de compras e pagamentos urgentes.
Impacto imediato no comércio
A falha teve reflexos diretos no comércio físico e digital. Lojistas relataram dificuldades para confirmar pagamentos, o que resultou em filas, atrasos e até desistência de clientes em alguns estabelecimentos. A abrangência da instabilidade, atingindo diferentes bancos ao mesmo tempo, levantou a suspeita de que o problema pudesse estar relacionado à infraestrutura central do sistema, operada pelo Banco Central.
O Nubank informou, em nota, que enfrentou uma instabilidade temporária e que o funcionamento já havia sido normalizado. Até o fim da noite, o Banco Central ainda não havia divulgado detalhes sobre as causas da falha.
Instabilidades recorrentes
Este não é um caso isolado. O Pix já apresentou outras instabilidades ao longo de 2026. Em janeiro, uma falha no sistema responsável pela identificação de contas interrompeu o funcionamento por cerca de 40 minutos e gerou milhares de reclamações. Novos episódios também foram registrados em fevereiro e no início de março.
A recorrência das falhas reacende o debate sobre a capacidade da infraestrutura de suportar a crescente demanda pelo sistema. Em 2025, o Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões, consolidando-se como o principal meio de pagamento no país
*Da Agência Fonte Exclusiva
