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Home Economia
Exportações brasileiras para a União Europeia crescem 21% entre maio e setembro de 2026. Abacate, mel e produtos industriais lideram os avanços comerciais.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Exportações do Brasil para a Europa crescem 21%

Dados do governo apontam avanço nas vendas de alimentos, produtos industriais e equipamentos elétricos nos primeiros meses de aplicação provisória do acordo Mercosul-União Europeia.

redacao Por redacao
29/10/2026 - 14:20
em Economia
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As exportações brasileiras para a União Europeia cresceram 21% entre maio e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e mostram aumento das vendas de produtos agropecuários e industrializados.

O desempenho foi registrado nos primeiros cinco meses de aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, iniciado em maio.

Entre os principais destaques estão abacate fresco, mel, óleo de milho, produtos metálicos e equipamentos elétricos.

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Abacate e mel lideram crescimento

Os produtos agropecuários apresentaram algumas das maiores taxas de expansão nas vendas ao mercado europeu.

O abacate fresco registrou crescimento de 421%, seguido pelo mel, com aumento de 367%, e pelo óleo de milho, que avançou 266%.

Os percentuais indicam maior participação desses produtos nas exportações brasileiras, embora não signifiquem necessariamente os maiores valores financeiros comercializados.

O resultado aponta novas oportunidades para produtores e empresas interessados em ampliar sua presença no mercado internacional.

Indústria brasileira também registra avanço

O crescimento não ficou restrito ao agronegócio. Produtos industriais e energéticos também apresentaram resultados positivos.

Entre os destaques divulgados pelo MDIC estão:

  • Ferrossilício-manganês: aumento de 173%.
  • Alumínio: crescimento de 107%.
  • Óleos combustíveis: alta de 102%.
  • Etanol: expansão de 95,2%.

O desempenho mostra o avanço de diferentes segmentos da economia brasileira nas relações comerciais com a União Europeia.

Transformadores elétricos movimentam US$ 39 milhões

Um dos resultados que chamaram a atenção foi o crescimento das exportações de transformadores elétricos.

Segundo o ministério, o Brasil passou de nenhum registro de vendas no período de comparação para US$ 39 milhões em exportações entre maio e setembro de 2026.

O resultado é considerado relevante por envolver equipamentos industriais de maior valor agregado, cuja produção exige tecnologia e processos especializados.

A expansão pode abrir espaço para empresas brasileiras em cadeias internacionais de fornecimento.

Acordo comercial começou a valer em maio

O acordo entre Mercosul e União Europeia foi assinado em janeiro de 2026, após mais de 25 anos de negociações.

A aplicação provisória começou em maio, com medidas destinadas a facilitar o comércio e reduzir gradualmente tarifas sobre diferentes produtos.

A implementação ocorre em etapas, conforme as regras e os prazos estabelecidos para cada setor.

Juntos, os blocos representam um mercado de aproximadamente 720 milhões de consumidores e um Produto Interno Bruto combinado superior a US$ 22 trilhões.

Crescimento abre oportunidades para empresas brasileiras

O aumento das exportações indica possibilidades de expansão para produtores rurais, indústrias e empresas que buscam novos mercados.

Entretanto, os resultados ainda correspondem a um período inicial de aplicação do acordo.

Fatores como câmbio, demanda internacional, preços e competitividade também influenciam o desempenho das vendas.

Por isso, não é possível atribuir automaticamente todo o crescimento registrado ao tratado comercial.

A evolução das exportações nos próximos meses permitirá avaliar com maior precisão os efeitos do acordo sobre a economia brasileira.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AcordoMercosulUE#Agronegócio#Brasil#ComércioExterior#Economia#EconomiaBrasileira#ExportacaoBrasileira#Exportações#IndustriaBrasileira#MDIC#MercadoInternacional#Mercosul#UniãoEuropeia
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