Educação impulsiona menor taxa de desemprego da história, aponta IBGE

Contratações em escolas públicas e privadas ajudam a reduzir desocupação a 5,8%, menor índice desde o início da série histórica em 2012

Educação lidera contratações no segundo trimestre e ajuda a reduzir o desemprego no Brasil para 5,8%, o menor índice da série histórica, segundo dados do IBGE.

(Divulgação)

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,8% no segundo trimestre de 2025, o menor patamar já registrado desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012. O dado foi divulgado pelo IBGE nesta quinta-feira (31) e revela que a área da educação teve papel fundamental nessa melhora do mercado de trabalho.

O país contabilizou 102,3 milhões de pessoas ocupadas, também um recorde para a série. De acordo com o levantamento, entre os dez grandes grupamentos de atividades econômicas analisados, apenas um teve crescimento significativo: o setor de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais.

Esse grupamento empregou 807 mil pessoas a mais no segundo trimestre em relação ao primeiro — uma alta de 4,5% — totalizando quase 18,9 milhões de trabalhadores. A maior parte desse aumento veio de vagas ligadas à educação, tanto na rede pública quanto na privada, com contratações para professores, inspetores, serventes e porteiros, principalmente em prefeituras.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa do IBGE, o crescimento tem um fator sazonal relacionado ao calendário escolar. “Há uma tendência de dispensa de trabalhadores no fim do ano e recontratação no início do ano letivo, sobretudo a partir de março”, explicou.

Além da educação, atividades na área da saúde também contribuíram, mas com menor peso. “O segmento da educação foi bastante relevante nesse processo de recuperação do mercado de trabalho neste trimestre”, afirmou Beringuy.

Outros setores

Na comparação com o trimestre anterior, os demais setores da economia apresentaram estabilidade ou pequenas variações. O comércio continua como o maior empregador, com 19,5 milhões de ocupados. Veja o desempenho dos grupamentos:

Nova amostra da Pnad

Esta é a primeira divulgação da Pnad Contínua com base na nova amostra de domicílios, atualizada a partir do Censo Demográfico de 2022. O IBGE reponderou toda a série histórica para manter a consistência estatística. Ainda assim, segundo Beringuy, as alterações foram mínimas: em 25 dos 159 trimestres analisados houve variações inferiores a 0,1 ponto percentual na taxa de desocupação.

O maior índice de desemprego da série segue sendo os 14,9% registrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante o auge da pandemia de covid-19.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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