A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou o registro do Veoza, medicamento cujo princípio ativo é o fezolinetanto, para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a intensos associados à menopausa. A decisão libera no Brasil uma nova opção terapêutica não hormonal para mulheres que sofrem com ondas de calor, conhecidas como fogachos, e suores noturnos.
O medicamento, desenvolvido pela Astellas Farma, atua no sistema de regulação da temperatura corporal. Diferentemente da terapia hormonal, o fezolinetanto age como antagonista do receptor de neurocinina 3, mecanismo relacionado à atividade da neurocinina B no hipotálamo, região do cérebro envolvida no controle térmico.
Com a queda do estrogênio durante o climatério e a menopausa, esse sistema pode sofrer alterações e desencadear episódios de calor intenso, sudorese e desconforto, especialmente à noite. Ao bloquear esse caminho, o medicamento ajuda a reduzir a frequência e a intensidade dos sintomas vasomotores.
A aprovação é considerada relevante por oferecer uma alternativa para mulheres que não podem, não desejam ou não respondem bem à terapia de reposição hormonal. Apesar disso, a indicação e o uso do medicamento devem ser avaliados individualmente por um profissional de saúde, considerando histórico clínico, contraindicações e acompanhamento adequado.
Estudos clínicos com o fezolinetanto demonstraram redução dos sintomas vasomotores moderados a intensos e melhora em aspectos relacionados ao sono e à qualidade de vida. Revisões científicas sobre o medicamento reuniram dados de mais de 3 mil participantes em pesquisas sobre segurança e eficácia.
Os fogachos e os suores noturnos estão entre os sintomas mais frequentes da menopausa e podem afetar sono, rotina, produtividade e bem-estar emocional. Com a chegada de uma opção não hormonal, especialistas veem a aprovação como um avanço no cuidado à saúde da mulher, especialmente para pacientes que tinham poucas alternativas medicamentosas disponíveis.
O Veoza já havia sido aprovado em outros mercados, como Estados Unidos e União Europeia, para o tratamento de sintomas vasomotores moderados a graves associados à menopausa. No Brasil, a aprovação pela Anvisa abre caminho para a disponibilização do medicamento conforme os próximos passos regulatórios e comerciais definidos pela fabricante.
*Da Agência Fonte Exclusiva
