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Brasil investiu US$ 4.133 por estudante em 2023, cerca de 30% da média da OCDE. Relatório mostra diferenças entre etapas de ensino e outros países.

Imagem: Reprodução/ Tomaz Silva/Agência Brasil

Brasil investe por aluno cerca de 30% da média da OCDE

Relatório mostra que gasto anual por estudante ficou em US$ 4.133 em 2023, bem abaixo dos US$ 13.601 registrados na média dos países analisados.

redacao Por redacao
29/09/2026 - 19:03
em Economia
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O investimento brasileiro por estudante segue distante do observado nas principais economias avaliadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em 2023, o Brasil destinou, em média, US$ 4.133 por aluno nas etapas que vão do ensino fundamental ao ensino superior. O valor representa aproximadamente 30% da média de US$ 13.601 registrada entre os países analisados.

Os números fazem parte do Panorama da Educação 2026, levantamento que reúne informações de 50 países e compara indicadores relacionados a financiamento, estrutura e funcionamento dos sistemas de ensino.

Brasil também fica atrás de países latino-americanos

Na comparação regional, o gasto brasileiro por estudante também ficou abaixo do registrado em outras economias da América Latina.

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No Chile, o investimento anual chegou a US$ 5.794 por aluno. Na Costa Rica, alcançou US$ 7.028.

Os valores utilizados no levantamento são ajustados para permitir uma comparação mais equilibrada entre países com diferentes níveis de custo de vida.

Percentual do PIB é maior que média da OCDE

Apesar de gastar menos por estudante, o Brasil direciona uma parcela relativamente elevada de sua economia para a educação.

Em 2023, os gastos públicos no setor corresponderam a cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto. A média registrada entre os países integrantes da OCDE ficou em aproximadamente 4%.

O cenário, porém, mudou nos últimos anos.

Entre 2015 e 2023, a parcela do PIB destinada à educação no Brasil caiu de 5,5% para aproximadamente 4,6%. Entre os países da OCDE com dados disponíveis para o mesmo período, o recuo foi de 4,4% para 4,2%.

Diferença aparece desde o ensino fundamental

O relatório também detalha quanto cada país investe nas diferentes etapas da educação.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, o Brasil gastou US$ 4.064 por aluno em 2023.

Nos anos finais, que abrangem do 6º ao 9º ano, o investimento chegou a US$ 4.390 por estudante.

Na média da OCDE, os valores foram bem superiores.

O gasto anual por aluno alcançou US$ 12.893 nos anos iniciais e US$ 14.291 nos anos finais do ensino fundamental.

Salários concentram maior parte das despesas

Outro indicador analisado pelo levantamento é a composição das despesas correntes das instituições de ensino.

No Brasil, aproximadamente 75% desses recursos no ensino fundamental são destinados à remuneração de professores e demais profissionais da educação.

Na média dos países da OCDE, essa participação chega a 79%.

As despesas correntes incluem, além dos salários, outros custos necessários para manter escolas e instituições de ensino em funcionamento.

Investimento por aluno segue como desafio

Os dados ajudam a explicar uma aparente contradição do sistema educacional brasileiro.

Embora o país destine uma parcela relevante do PIB à educação, o valor disponível por estudante ainda permanece muito abaixo do registrado nas economias mais desenvolvidas.

Essa diferença está relacionada a fatores como tamanho da população estudantil, nível de renda do país e capacidade de financiamento público.

O Panorama da Educação é uma das principais referências internacionais para comparar políticas educacionais, investimentos e resultados entre diferentes países.

Os números de 2026 reforçam que um dos desafios do Brasil continua sendo transformar o esforço financeiro destinado à educação em um volume maior de recursos disponíveis para cada estudante ao longo da trajetória escolar.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Brasil#Economia#Educacao#EducaçãoNoBrasil#EnsinoFundamental#EnsinoPúblico#EnsinoSuperior#Estudantes#InvestimentoEmEducação#MEC#OCDE#PanoramaDaEducação#PIB#Professores
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