O Banco Central do Brasil decretou, nesta quinta-feira (16), a liquidação extrajudicial da Creditag após identificar um grave comprometimento da situação econômico-financeira da instituição.
A decisão retira a cooperativa do Sistema Financeiro Nacional e tem como objetivo preservar a estabilidade do setor e proteger os interesses dos credores.
De acordo com o Banco Central, a deterioração das condições da Creditag expôs especialmente os chamados credores quirografários a um “risco anormal”.
Esse grupo é formado por credores sem garantias reais, que dependem de instrumentos como contratos simples, cheques ou notas promissórias, ficando mais vulneráveis em casos de insolvência.
Apesar da medida, a autoridade monetária avalia que o impacto sistêmico deve ser limitado. A cooperativa é considerada de pequeno porte e representava, em dezembro de 2025, apenas 0,0000226% dos ativos totais do sistema financeiro.
Em contraste, grandes instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco concentram mais da metade dos ativos do setor.
A liquidação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação que permite ao Banco Central encerrar administrativamente as atividades de instituições consideradas inviáveis, sem necessidade de decisão judicial prévia.
O processo busca organizar o pagamento de credores e evitar que problemas financeiros se espalhem pelo sistema.
Com a decisão, os bens dos ex-administradores da cooperativa ficam indisponíveis, conforme determina a lei.
Paralelamente, o Banco Central informou que seguirá investigando as causas da crise, o que pode resultar em sanções administrativas e eventual encaminhamento do caso a outros órgãos competentes, caso sejam identificadas irregularidades.
*Da Agência Fonte Exclusiva
