O Brasil perdeu um de seus escritores mais amados e bem-sucedidos. Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos neste sábado (30), em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A informação foi confirmada pelo Hospital Moinhos de Vento, onde o autor estava internado desde o dia 11 de agosto, tratando de um quadro grave de pneumonia.
De acordo com nota emitida pela instituição médica, a causa da morte foram “complicações decorrentes de uma pneumonia”. Durante sua internação, Verissimo passou pela UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em estado de saúde considerado grave.
Nascido em Porto Alegre, Verissimo era muito mais do que um escritor; era uma instituição da cultura nacional. Suas crónicas e livros, que vendiam milhões de exemplares, tinham o dom único de capturar a essência do quotidiano brasileiro com uma mistura rara de lirismo, emoção e autoironia.
Amigos e críticos frequentemente destacavam sua capacidade de extrair profundidade e humor das pequenas coisas da vida, um estilo que a própria revista Veja, em uma reportagem de capa sobre o autor, definiu como a prática daquilo que Manuel Bandeira chamou de “puxa-puxa”: a arte de “arrancar um bom texto de qualquer miudeza”.
Para além das letras, Verissimo era uma figura pública conhecida por suas paixões intensas, que incluíam o jazz – tema constante de suas colunas –, a gastronomia, as viagens e o futebol. Sua morte encerra um capítulo brilhante da literatura brasileira, mas sua obra, repleta de inteligência e humanidade, permanece como um consolo e uma herança perene para os leitores.
Da Agência Fonte Exclusiva.
