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Dezessete trabalhadores foram resgatados em restaurante japonês na zona norte de SP em condições análogas à escravidão. Operação do MPT e autoridades trabalhistas exige pagamento de indenizações e multas.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Trabalhadores são resgatados de restaurante japonês em São Paulo em condições análogas à escravidão

Ação conjunta do MPT, Ministério do Trabalho e Polícia Civil libertou 17 pessoas que viviam em situação degradante na zona norte da capital paulista.

Redação Por Redação
07/10/2025 - 12:19
em Cidades
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Dezessete trabalhadores foram resgatados de um restaurante japonês na zona norte de São Paulo, onde eram mantidos em condições análogas à escravidão. A ação foi realizada no dia 3 de outubro por uma força-tarefa composta pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Polícia Civil de São Paulo. O nome do restaurante não foi divulgado.

De acordo com o MPT, alguns trabalhadores estavam sem registro em carteira e viviam em um alojamento improvisado fornecido pelo próprio empregador, em condições consideradas degradantes. As camas estavam instaladas dentro da cozinha, os banheiros eram insalubres e as paredes estavam cobertas de mofo, com fiação elétrica exposta — situação que representa risco à saúde e à segurança dos empregados.

Medidas imediatas e punições

Durante a operação, foi determinado que os trabalhadores fossem retirados imediatamente dos alojamentos e encaminhados a hotéis, com as despesas pagas pelo empregador. O proprietário do restaurante foi autuado e obrigado a arcar com todas as verbas rescisórias, depósito do FGTS e contribuições previdenciárias.

Além disso, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que prevê:

  • Proibição de manter trabalhadores em condições degradantes, sob pena de multa de R$ 5 mil por empregado e infração, com valor dobrado em caso de reincidência;
  • Registro retroativo na carteira de trabalho;
  • Rescisão imediata de todos os contratos;
  • Pagamento integral das verbas rescisórias em até 10 dias;
  • Indenização por dano moral individual de R$ 10 mil para cada trabalhador;
  • Pagamento de R$ 100 mil por dano moral coletivo, valor destinado a instituições sociais.

Aumento no número de empregadores na “lista suja”

No mesmo dia da divulgação da operação, o Ministério do Trabalho e Emprego atualizou o Cadastro de Empregadores que mantêm trabalhadores em condições análogas à escravidão, conhecido como “lista suja do trabalho escravo”. Foram incluídos 155 novos nomes, sendo 101 pessoas físicas e 58 empresas, um crescimento de 20% em relação à atualização anterior.

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Denúncias podem ser feitas online

Casos semelhantes podem ser denunciados de forma sigilosa e online por meio do Sistema Ipê, plataforma do governo federal criada em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O canal é destinado a denúncias de trabalho degradante, tráfico de pessoas e outras violações de direitos trabalhistas.

Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #DireitosTrabalhistas#Fiscalização#MPT#resgatedetrabalhadores#restaurantejaponês#SãoPaulo#TAC#trabalhoanálogoàescravidão#TrabalhoEscravo#zonanorteSP
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