A NASA lançou neste domingo (30) o telescópio espacial Nancy Grace Roman, um dos projetos mais importantes da agência para investigar a origem, a estrutura e a evolução do Universo.
O observatório decolou às 7h26, no horário da costa leste dos Estados Unidos, a bordo de um foguete Falcon Heavy, da SpaceX, a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.
Após a separação do foguete, o equipamento iniciou uma viagem de aproximadamente três meses em direção ao ponto de Lagrange L2, localizado a cerca de 1,6 milhão de quilômetros da Terra.
O Roman terá como algumas de suas principais missões estudar a matéria escura e a energia escura, fenômenos que ainda desafiam os cientistas, além de investigar como o Universo se expandiu e como as grandes estruturas cósmicas se formaram ao longo do tempo. A missão científica principal está prevista para durar cinco anos.
Outro objetivo será ampliar significativamente o conhecimento sobre planetas fora do Sistema Solar.
A NASA estima que o telescópio possa identificar cerca de 100 mil exoplanetas por meio da técnica de trânsito, além de encontrar outros mundos utilizando microlente gravitacional e testar tecnologias para obtenção direta de imagens de planetas.
Um dos principais diferenciais do Roman é seu amplo campo de visão. O telescópio possui um espelho de 2,4 metros, semelhante em tamanho ao do Hubble, mas foi projetado para observar áreas muito maiores do céu em menos tempo.
Segundo a NASA, o novo observatório poderá realizar determinados levantamentos até mil vezes mais rapidamente que o Hubble.
Durante sua missão, o equipamento também deverá mapear bilhões de galáxias e produzir uma visão detalhada da distribuição da matéria no cosmos.
Os dados poderão ajudar os cientistas a entender melhor a influência da matéria escura, da energia escura e da gravidade na evolução do Universo.
Nos próximos meses, o Roman passará por etapas de ativação, testes e calibração dos instrumentos. As primeiras imagens científicas de alta resolução são esperadas para o início de 2027.
Com uma visão mais ampla do céu, o novo telescópio deverá atuar de forma complementar ao Hubble e ao James Webb, ampliando a capacidade dos cientistas de estudar desde mundos distantes na Via Láctea até bilhões de galáxias espalhadas pelo Universo.
*Da Agência Fonte Exclusiva
