Rio das Ostras vai ganhar uma programação de cinema pensada para tornar a experiência mais confortável para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O projeto “O Som do Silêncio Azul” está sendo organizado pela Fundação Rio das Ostras de Cultura em parceria com o Museu da Imagem e do Som.
A iniciativa busca adaptar o ambiente para pessoas que podem apresentar maior sensibilidade a sons, luzes e outros estímulos. Em vez de sessões tradicionais, os filmes serão exibidos em um espaço preparado para oferecer uma experiência mais tranquila e permitir que o público tenha maior liberdade durante a exibição.
As sessões serão organizadas para pequenos grupos escolares e participantes de programas ligados à área da Saúde. Dessa forma, cada atividade poderá ser planejada de acordo com as características e necessidades dos participantes.
Cinema terá ambiente adaptado
Durante as sessões, a iluminação será controlada e o volume do som ficará mais baixo do que em uma exibição convencional.
O público também terá mais liberdade para se expressar e se movimentar durante o filme. A proposta é reduzir a pressão para permanecer em silêncio ou seguir comportamentos normalmente esperados em uma sala de cinema tradicional.
Segundo a Fundação Rio das Ostras de Cultura, a iniciativa pretende ampliar o acesso ao audiovisual e criar um espaço cultural mais acolhedor para pessoas com diferentes necessidades.
Quem pode participar
As sessões poderão ser agendadas por pequenos grupos escolares e participantes de programas da área da Saúde.
O agendamento deve ser feito presencialmente na sede administrativa da Fundação Rio das Ostras de Cultura, na Avenida Cristóvão Barcellos, 109, no Centro.
O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (22) 2764-7115.
Filmes terão menos estímulos
A programação foi pensada para evitar produções com excesso de estímulos visuais e sonoros. A seleção terá curtas e longas-metragens com temáticas leves.
Também estão previstas obras do cinema silencioso e produções em que as imagens e as expressões dos personagens tenham papel central na narrativa.
Os filmes serão selecionados a partir do acervo da Tela Brasil, plataforma dedicada ao audiovisual brasileiro.
Inclusão também passa pela cultura
Além do acesso ao entretenimento, o projeto pretende aproximar pessoas com TEA dos espaços culturais da cidade e ampliar as possibilidades de participação em atividades artísticas.
A proposta é que o cinema seja apresentado em um formato mais acessível, respeitando diferentes formas de interação com o ambiente e com a própria obra.
Para a Fundação Rio das Ostras de Cultura e o Museu da Imagem e do Som, a iniciativa também representa uma oportunidade de formação de público e de fortalecimento de uma programação cultural que considere diferentes necessidades.
Com sessões adaptadas e grupos menores, “O Som do Silêncio Azul” busca fazer do cinema uma experiência mais confortável, inclusiva e acessível para pessoas com autismo em Rio das Ostras.
*Da Agência Fonte Exclusiva
