A política de assistência social de Quissamã, que fez do município uma referência em termos de rede de proteção à população de baixa renda, é o tema em debate na pré-campanha local neste ano de 2024.
O ex-prefeito Armando Carneiro, que postula disputar a sucessão municipal, recentemente criticou a política de assistência da prefeita Fátima Pacheco, que tem 5.378 pessoas sob o guarda chuva dos programas sociais.
Ele prometeu retirar as famílias dos programas sociais para inseri-las no mercado de trabalho.
Fátima Pacheco é assistente social e aporta anualmente R$ 19.643 milhões nos programas, que ganhou musculatura a partir da pandemia da covid-19.
Ainda que critique a política social do atual governo, Carneiro também apostou na política social quando foi prefeito por duas vezes, principalmente em ano eleitoral, ainda que tenha investido bem menos do que a atual adversária. É o que mostra a série histórica. Confira os dados referentes a cinco anos:
Política social de Armando
2009 – R$ 4.641 milhões
2010 – R$ 3.833 milhões
2011 – R$ 3.726.916,50 | Beneficiários: 1.573
2012 – R$ 4.597.147,50 | Beneficiários: 2 mil
*Dados referentes a quatro anos
Política Social de Fátima Pacheco
2023 – R$ 19.643 milhões | Beneficiários: 5.378
*Dados referentes apenas ao ano passado
*Fonte: CadÚnico
O tema deverá ser amplamente explorado tanto pela situação quanto pela oposição. De um lado será bandeira de campanha e por outro alvo de artilharia, porque o orçamento da assistência, além do forte impacto social, promove fluxo de renda na economia local. Portanto, o resultado é um trunfo para a situação, que em apenas um ano investiu mais do que o principal opositor em quatro anos; e uma barreira de contenção dos opositores na busca pelo voto nas ruas.
