Em grupos e redes sociais, professores do estado do Rio de Janeiro — tanto da capital quanto de municípios do interior — têm compartilhado informações sobre escolas particulares da região. Além de divulgar oportunidades de emprego, docentes também alertam colegas sobre instituições que, segundo relatos, devem ser evitadas por problemas trabalhistas.
A lista, obtida pela Agência Brasil, reúne mais de 100 escolas denunciadas por atrasos salariais, descumprimento de encargos e assédio moral. Em alguns relatos, docentes afirmam que gestores exigem assinaturas de recibos sem o pagamento efetivo. Outras mensagens citam pagamentos via Pix e omissão de registro em carteira.
Segundo o Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio), há atualmente 36 processos coletivos e cerca de três mil ações individuais contra instituições privadas de ensino. O diretor Afonso Celso Teixeira alerta que a desvalorização dos docentes afeta diretamente a qualidade da educação e a saúde mental dos profissionais.
O Ministério Público do Trabalho (MPT-RJ) reforça que o pagamento deve ocorrer até o quinto dia útil. Atrasos superiores a esse prazo configuram infração e podem resultar em multa de 100% sobre o valor devido.
O Sinpro-Rio orienta que professores com salários atrasados denunciem o caso ao sindicato, que pode buscar acordo ou acionar a Justiça. O MPT também recebe denúncias coletivas em seu site.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
