A Prefeitura de Macaé voltou a defender a retirada de moradias da Praia da Fronteira, área atingida pelo avanço do mar e considerada de risco por estudos técnicos. Segundo o prefeito Welberth Rezende, a situação é um problema histórico que precisa ser enfrentado com base em critérios científicos e com prioridade para a proteção das famílias.
De acordo com a administração municipal, um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, a pedido da Prefeitura, confirmou que a Praia da Fronteira apresenta processo erosivo e que o avanço do mar deve continuar nos próximos anos. A elaboração do estudo técnico e ambiental havia sido formalizada em 2024, em parceria com pesquisadores da UFRJ e com acompanhamento de órgãos como o Ministério Público Estadual.
Com base nesse diagnóstico, a Prefeitura afirma que a remoção das moradias localizadas na área de risco é a medida considerada mais segura para evitar tragédias. A ação vem sendo realizada desde o ano passado por meio de compra assistida dos imóveis e aluguel emergencial.
Segundo Welberth Rezende, cerca de 210 famílias já foram atendidas dentro desse processo. O prefeito afirmou que a ressaca registrada nos últimos dias reforçou a necessidade da intervenção, já que parte da área atingida pelo mar estava desocupada, o que teria reduzido o risco de vítimas.
A Praia da Fronteira sofre há anos com episódios de ressaca, erosão costeira e destruição de trechos da orla. Em maio de 2024, a Agência Brasil já havia registrado o agravamento da situação no litoral norte de Macaé após uma forte ressaca atingir a região.
A Prefeitura sustenta que seguirá adotando medidas de apoio às famílias, com decisões orientadas por estudos técnicos e pela Defesa Civil. O desafio, segundo o município, é conciliar segurança, assistência habitacional e preservação de vidas em uma área vulnerável ao avanço do mar.
*Da Agência Fonte Exclusiva
