Polícia Civil combate venda ilegal de canetas para emagrecimento e prende suspeito no Rio

Operação investiga comércio clandestino de medicamentos de uso controlado vendidos pelas redes sociais sem autorização sanitária.

Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza operação contra venda irregular de canetas emagrecedoras, apreende medicamentos e prende suspeito.

📸Reprodução/ Receita Federal

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma operação para desarticular um esquema de comercialização irregular de medicamentos utilizados para perda de peso, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

A ação teve como foco interromper a venda de substâncias de uso controlado oferecidas pela internet sem autorização dos órgãos competentes e sem garantia de procedência.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis localizados nos bairros de Ramos, na Zona Norte, e Vargem Pequena, na Zona Oeste da capital fluminense. Durante a operação, um homem foi preso por suspeita de envolvimento no comércio clandestino dos produtos.

Investigação identificou esquema de vendas

As investigações tiveram início após informações obtidas pelos setores de inteligência apontarem a existência de anúncios divulgados em aplicativos de mensagens e redes sociais.

Segundo os agentes, os medicamentos eram oferecidos diretamente aos consumidores sem prescrição médica e fora dos canais autorizados para comercialização.

Ao longo das apurações, os policiais conseguiram identificar o responsável pelas ofertas e reunir elementos que indicam a existência de uma atividade estruturada e contínua de venda ilegal.

Durante as diligências, foram apreendidos medicamentos, equipamentos eletrônicos, registros de transações comerciais e documentos que poderão auxiliar na identificação da origem dos produtos e de possíveis integrantes da rede de distribuição.

Medicamentos exigem acompanhamento médico

Entre os produtos encontrados estão substâncias utilizadas em tratamentos para controle de peso, como tirzepatida e retatrutida. Esses medicamentos possuem alto valor de mercado e exigem acompanhamento profissional para uso seguro.

De acordo com os investigadores, os anúncios destacavam disponibilidade imediata dos produtos, divulgação de preços e manutenção de estoque, características típicas de uma atividade comercial organizada.

Em alguns casos, os materiais publicitários prometiam resultados expressivos aos consumidores, sem apresentar garantias sobre a origem ou a qualidade dos medicamentos.

Investigação continua

A Polícia Civil pretende aprofundar as investigações para rastrear fornecedores, identificar a cadeia de distribuição dos produtos e verificar a participação de outras pessoas no esquema.

Os materiais apreendidos passarão por análise e poderão contribuir para o esclarecimento da origem dos medicamentos comercializados irregularmente.

Anvisa reforça fiscalização

O crescimento da procura por medicamentos voltados ao emagrecimento tem aumentado a preocupação das autoridades sanitárias com a circulação de produtos sem controle adequado.

Diante desse cenário, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vem discutindo novas regras para reforçar a fiscalização da cadeia de produção e comercialização dessas substâncias.

A proposta inclui critérios mais rígidos para importação, armazenamento, transporte, controle de qualidade e fornecimento dos insumos utilizados na fabricação dos medicamentos.

Atualmente, produtos à base de substâncias como semaglutida, tirzepatida e liraglutida só podem ser adquiridos mediante apresentação de receita médica com retenção do documento pela farmácia.

O objetivo das medidas é reduzir os riscos à saúde causados pelo consumo de medicamentos sem procedência comprovada ou sem acompanhamento especializado.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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