Uma mulher identificada como Marcia Xavier da Silva foi presa na manhã desta quinta-feira (14), no Rio de Janeiro, apontada pela Polícia Civil como integrante de uma organização criminosa envolvida na exploração sexual de crianças e adolescentes.
A ação ocorreu durante mais uma etapa da Operação Caminhos Seguros, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, que mobiliza forças policiais em todo o país no enfrentamento a crimes de abuso sexual contra menores.
Segundo as investigações, a suspeita atuava no aliciamento de crianças e adolescentes e teria intermediado encontros com um cidadão norte-americano investigado por exploração sexual.
Em um dos casos apurados, uma vítima teria sido levada pela mulher em troca de dinheiro e de um aparelho celular.
A prisão foi efetuada na zona norte da capital fluminense e representa um desdobramento de investigações iniciadas no fim do ano passado, quando o norte-americano Floyd Wallace Jr. foi preso em São Paulo.
Na ocasião, a polícia apreendeu equipamentos eletrônicos com o suspeito, incluindo celulares, notebooks, pen-drives, câmeras e um dispositivo espião.
Segundo a Polícia Civil, a análise do material revelou registros em vídeo de relações sexuais envolvendo menores em contextos de exploração sexual.
As investigações também apontam a participação de Marcia Xavier da Silva na cooptação de crianças e adolescentes para os encontros ilícitos.
A Operação Caminhos Seguros, que ocorre em nível nacional, realiza nesta quinta-feira o chamado “Dia D”, com ações simultâneas em diversos estados brasileiros voltadas à identificação e prisão de suspeitos de crimes dessa natureza.
Dados de instituições ligadas à proteção da infância reforçam a gravidade do cenário. Informações da Fundação para a Infância e Adolescência indicam que, apenas entre janeiro e março deste ano, 944 crianças e adolescentes foram vítimas de algum tipo de violência no estado do Rio de Janeiro.
A entidade também registrou 1.174 casos de estupro de menores no município do Rio no ano passado, evidenciando a persistência das ocorrências e a necessidade de fortalecimento das políticas de proteção à infância e adolescência.
*Da Agência Fonte Exclusiva
