A morte da médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, durante uma abordagem policial em Cascadura, zona norte do Rio de Janeiro, provocou repúdio de diversas instituições e profissionais de saúde.
Andréa era ginecologista e cirurgiã, especializada em endometriose, atuando há quase duas décadas no Instituto Nacional de Câncer e no Hospital do Câncer IV, voltado para cuidados paliativos.
O Ministério da Saúde destacou sua trajetória, ressaltando a contribuição para o cuidado humanizado no Sistema Único de Saúde (SUS) e manifestou solidariedade a familiares, amigos e pacientes.
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro expressou indignação e solicitou investigação rigorosa, reforçando a necessidade de segurança para médicos e para a sociedade.
A Associação dos Funcionários do Inca afirmou que Andréa deixa legado de dedicação à medicina e ao serviço público. A Unimed Nova Iguaçu também elogiou seu comprometimento com a saúde suplementar.
A Anielle Franco repudiou o ocorrido em redes sociais, questionando até quando a falta de políticas de segurança resultará em mortes de pessoas negras.
De acordo com a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, os agentes confundiram o veículo da médica com o de criminosos que cometiam assaltos no bairro.
Andréa morreu no local. A corporação informou que a equipe utilizava câmeras corporais, que estão à disposição das autoridades, e que os três policiais foram afastados das funções.
A investigação está a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital, conforme determinação do secretário de Polícia Militar, Marcelo de Menezes Nogueira.
*Da Agência Fonte Exclusiva
