O trânsito do Rio de Janeiro segue apresentando números alarmantes em 2025. Dados divulgados pelo Detran-RJ apontam que o estado já contabiliza 29.580 vítimas de acidentes de trânsito neste ano.
Desse total, mais de 2,3 mil pessoas morreram e cerca de 27,2 mil ficaram feridas em ocorrências envolvendo carros, motos, bicicletas e atropelamentos.
Diante do cenário preocupante, o movimento Maio Amarelo intensifica ações educativas e campanhas de conscientização voltadas para motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
Criada a partir de uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), a mobilização internacional busca chamar atenção para a necessidade de um trânsito mais humano e seguro.
Segundo o coordenador de Educação para o Trânsito do Detran-RJ, Marcus Moreira, a mudança de comportamento é considerada fundamental para reduzir os índices de violência nas vias.
De acordo com ele, fatores como excesso de velocidade, avanço de sinal, uso de celular ao volante e ingestão de bebida alcoólica continuam entre as principais causas dos acidentes registrados no estado.
A campanha deste ano reforça o lema de que atitudes responsáveis podem salvar vidas. Além das ações de conscientização, o Rio de Janeiro mantém operações de fiscalização em diferentes regiões por meio da Operação Lei Seca, criada para combater a combinação entre álcool e direção.
A fiscalização prevê tolerância zero para motoristas flagrados dirigindo após consumir bebida alcoólica. As punições incluem multa, suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo.
Além do trabalho nas ruas, a Operação Lei Seca também atua em escolas, universidades, empresas e eventos públicos com palestras ministradas por agentes que sofreram acidentes graves relacionados à imprudência no trânsito.
Uma das participantes das ações educativas é Daniele Fernandes, que ficou paraplégica após sofrer um acidente de carro em 2003. Desde então, ela participa de campanhas alertando sobre os riscos da mistura entre álcool e direção.
Outro exemplo é Jorge Vinicius, vítima de atropelamento provocado por um motorista alcoolizado. O acidente resultou em tetraplegia, e hoje ele atua levando relatos sobre as consequências permanentes causadas pela imprudência.
Marcos Borges também integra as ações de conscientização. Após sofrer um acidente causado pela combinação de bebida alcoólica e direção, perdeu uma das pernas e passou a trabalhar em campanhas educativas voltadas à prevenção de acidentes.
No âmbito legislativo, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) mantém medidas voltadas para a segurança no trânsito. Entre elas está o “Mês da Direção Consciente”, criado para ampliar campanhas educativas durante maio.
Outra iniciativa aprovada foi o chamado “Estatuto das Blitzes”, que estabelece diretrizes para ações de fiscalização e orienta tanto agentes públicos quanto cidadãos sobre direitos e deveres durante operações de trânsito.
Especialistas apontam que, apesar dos avanços em fiscalização e conscientização, a redução efetiva dos acidentes ainda depende da colaboração coletiva e de mudanças de hábitos por parte da população.
*Da Agência Fonte Exclusiva
