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Justiça mantém prisão de sobrinha que levou idoso morto ao banco

Audiência de custódia de Érika de Souza Vieira Nunes ocorreu nesta quinta-feira, 18

Redação Por Redação
18/04/2024 - 20:46 - atualizado em 21/04/2024 - 20:16
em Cidades
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Em audiência de custódia nesta quinta-feira, 18, a Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter Érika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, presa enquanto é investigado se ela levou ou não o tio morto para sacar um empréstimo. A mulher, que se apresentou como sobrinha de Paulo Roberto Braga, de 68 anos, está presa desde a última terça-feira, 16.

As informações sobre a audiência de custódia são da revista Veja. O caso está sendo tratado como tentativa de furto e vilipêndio de cadáver, cujas penas podem chegar a 11 anos de prisão.

À revista, a advogada Ana Carla de Souza Correa disse estar “indignada” com a manutenção da prisão. Ela afirmou que Érika não tem antecedentes criminais, possui endereço fixo e tem uma filha menor de 18 anos sob os seus cuidados.

Depoimentos
O motorista de aplicativo que levou a mulher e o Paulo Roberto Braga até a agência bancária em Bangu, no Rio de Janeiro, onde foi constatado o óbito dele, prestou depoimento à polícia. Ele relatou que o idoso estava vivo no trajeto e que ‘chegou a segurar a porta do carro’.

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A declaração foi dada na quarta-feira, 17, à Polícia Civil. Segundo o condutor do carro de aplicativo, o momento em que Paulo segurou na porta foi no desembarque do veículo, já no estacionamento de um shopping. Então, a suspeita Érika de Souza Vieira o colocou na cadeira de rodas, e ele encerrou a corrida.

Segundo o relato, ele deixou os dois no shopping do bairro porque o acesso de veículos é proibido na agência bancária.

À revista, a advogada Ana Carla de Souza Correa disse estar “indignada” com a manutenção da prisão. Ela afirmou que Érika não tem antecedentes criminais, possui endereço fixo e tem uma filha menor de 18 anos sob os seus cuidados.

Depoimentos

O motorista de aplicativo que levou a mulher e o Paulo Roberto Braga até a agência bancária em Bangu, no Rio de Janeiro, onde foi constatado o óbito dele, prestou depoimento à polícia. Ele relatou que o idoso estava vivo no trajeto e que ‘chegou a segurar a porta do carro’.

A declaração foi dada na quarta-feira, 17, à Polícia Civil. Segundo o condutor do carro de aplicativo, o momento em que Paulo segurou na porta foi no desembarque do veículo, já no estacionamento de um shopping. Então, a suspeita Érika de Souza Vieira o colocou na cadeira de rodas, e ele encerrou a corrida.

Segundo o relato, ele deixou os dois no shopping do bairro porque o acesso de veículos é proibido na agência bancária.

O motorista também contou que a mulher teve ajuda de outro homem para colocar o idoso dentro do carro, antes de iniciar a viagem, pois ele não andava. Enquanto ela e o homem seguravam os braços de Paulo, as filhas da mulher seguravam a perna dele para colocá-lo no banco traseiro.

Conforme a reportagem, o rapaz que ajudou no transporte do idoso até o carro informou que conhecia tanto ele quanto Érika e confirmou que o homem estava vivo nesse momento. Ele trabalha como mototaxista.

“Quando entrei na casa, Paulo estava deitado na cama. Peguei Paulo pelos braços com a ajuda de Erika, e o levei até dentro do carro. Consegui perceber que ele ainda respirava e tinha forças nas mãos”, disse à polícia.

Morte antes ou na agência?

A primeira suspeita da polícia é a de que o idoso tenha sido levado já sem vida para a agência bancária. O laudo do exame de necropsia que foi produzido pelo Instituto Médico Legal (IML) constatou que Paulo morreu por volta das 11h30 e 14h30 da terça-feira, por broncoaspiração do conteúdo estomacal e falência cardíaca.

O perito que assinou o documento, porém, considerou que não foi possível concluir se Paulo morreu no trajeto, no interior da agência ou se foi levado já cadáver ao local. Segundo o documento, “não há elementos seguros para afirmar, do ponto de vista técnico e científico”.

O laudo também mostra que o idoso já estava “previamente doente, com necessidades de cuidados especiais”. A informação está alinhada com o que foi dito por Érika à polícia, que afirmou ser cuidadora do idoso e sobrinha ou prima de consideração de Paulo Roberto.

Ainda não foi divulgado o resultado do exame toxicológico, que poderá indicar se houve ou não envenenamento.

 

Tags: #Idoso morto em banco#Mulher leva idoso morto a banco
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