Instrutor preso por morte em rope jump já fez vídeo polêmico na ponte

Conteúdo gravado na Ponte do Esqueleto foi resgatado por internautas após a morte de Maria Eduarda Rodrigues.

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Captura de tela

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou novo capítulo nas redes sociais após a repercussão de um vídeo antigo envolvendo um dos instrutores presos no caso.

Segundo publicação do jornal O Globo nesta quarta-feira (17), Luis Felipe Feliciano Egoroff, um dos três homens detidos após a tragédia, já havia divulgado nas redes sociais um conteúdo gravado na Ponte do Esqueleto, mesmo local onde a jovem morreu.

No vídeo, publicado há cerca de quatro anos, o instrutor aparece ao lado de outros profissionais em uma simulação considerada de mau gosto por internautas. Nas imagens, o grupo arremessa um saco preto, em uma cena que fazia referência à ideia de descarte de um corpo. A publicação voltou a circular depois da morte de Maria Eduarda e passou a ser associada por usuários ao acidente fatal.

A repercussão aumentou a indignação nas redes sociais. Comentários publicados por internautas criticaram o tom da gravação e apontaram que determinadas brincadeiras não deveriam ser feitas, principalmente em atividades de risco, nas quais falhas de segurança podem provocar consequências irreversíveis.

Maria Eduarda morreu no sábado (13), durante uma atividade de rope jump na Ponte do Esqueleto, estrutura localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis. De acordo com a investigação, a jovem teria sido lançada sem estar presa à corda de segurança. Ela caiu de uma altura aproximada de 40 metros.

Três homens foram presos após o caso: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves. A Justiça converteu as prisões em flagrante em preventivas. Eles são investigados por homicídio com dolo eventual, quando se considera a hipótese de que os envolvidos assumiram o risco de provocar o resultado fatal.

A Polícia Civil apura a dinâmica do salto, a responsabilidade de cada instrutor e possíveis falhas no protocolo de segurança. Um dos pontos centrais da investigação é entender como a participante foi lançada sem a checagem adequada do equipamento.

Nesta terça-feira (16), os três investigados foram transferidos do Centro de Detenção Provisória de Piracicaba para o CDP II de Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo a defesa, a mudança foi solicitada para preservar a integridade física dos presos. A transferência ocorreu em meio à forte repercussão pública do caso.

A morte de Maria Eduarda também reacendeu o debate sobre a fiscalização de esportes radicais em áreas abertas ao público, especialmente quando praticados em estruturas sem controle permanente, como pontes abandonadas ou antigas linhas ferroviárias.

Especialistas em atividades de altura defendem que práticas como rope jump devem seguir protocolos rígidos, com dupla checagem, equipe treinada, equipamentos certificados e autorização adequada para operação. Para familiares e amigos da jovem, a principal cobrança agora é por responsabilização e respostas sobre a sequência de falhas que resultou na morte da estudante.

Enquanto a investigação segue, o vídeo antigo atribuído ao instrutor preso ampliou a pressão sobre os envolvidos e reforçou a comoção em torno do caso, que se tornou um dos episódios mais graves envolvendo esporte radical no país nos últimos anos.

*Da Agência  Fonte Exclusiva

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