Dois homens morreram eletrocutados no fim da tarde desta quarta-feira (7) na Rua Dois, no Parque Boa Vista, em Guarus, subdistrito de Campos dos Goytacazes, após a queda de um cabo de alta tensão. As vítimas foram identificadas como Rodrigo da Silva Rodrigues, de 25 anos, e Carlos Eduardo Muniz Ribeiro, de 37.
Segundo relatos de moradores, Carlos foi o primeiro a ser atingido enquanto estava ao lado de sua motocicleta. Rodrigo tentou socorrê-lo, mas também foi eletrocutado. Ambos morreram no local e tiveram os corpos parcialmente carbonizados. A motocicleta, uma Honda CG 160 FAN, também foi destruída pelas chamas provocadas pela descarga elétrica.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas as vítimas já estavam sem vida quando a equipe chegou. A Polícia Militar isolou a área, e técnicos da Enel — concessionária responsável pela distribuição de energia elétrica na região — removeram o cabo energizado. A 146ª Delegacia de Polícia (Guarus) investiga o caso e já ouviu depoimentos de familiares e testemunhas. O local não possui câmeras de segurança.
Em nota, a Enel lamentou o ocorrido e afirmou que está apurando as circunstâncias do acidente, além de prometer assistência às famílias das vítimas.
Este é o segundo caso recente envolvendo queda de fios de alta tensão em Campos. Também na terça-feira (7), outro homem morreu em situação semelhante. Ele foi atingido por um fio energizado caído em via pública e sepultado sob forte comoção. A identidade da vítima não foi oficialmente divulgada.
A família deste segundo caso afirmou estar enfrentando dificuldades financeiras e procurou a Enel para solicitar ajuda com os custos do enterro. Segundo os familiares, até agora não houve retorno da empresa.
“Ele era trabalhador, pai de família. Não tinha como a gente se preparar para uma tragédia dessas”, disse um parente, cobrando mais atenção da concessionária quanto à manutenção da rede elétrica.
Casos como esses têm se tornado frequentes em municípios do interior fluminense, com relatos de fios caídos, postes danificados e demora no atendimento. Especialistas alertam para a necessidade de fiscalizações mais rigorosas e planos emergenciais de prevenção por parte das distribuidoras de energia.
*Da Agência Fonte Exclusiva
