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Home Cidades
Esquema milionário de fraudes digitais leva à denúncia de 12 pessoas pelo MPRJ

Imagem: divulgação

Grupo familiar é acusado de lavar R$ 120 milhões com golpes virtuais no Norte Fluminense

Denúncia do MPRJ detalha esquema com estelionato digital, laranjas e movimentações financeiras suspeitas.

Redação Por Redação
12/01/2026 - 15:17
em Cidades
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O Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGAECO/MPRJ) denunciou 12 pessoas envolvidas em um esquema milionário de golpes virtuais e lavagem de dinheiro com atuação em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Segundo a investigação, o grupo é acusado de ocultar e dissimular a origem, a movimentação e a propriedade de mais de R$ 120 milhões obtidos principalmente por meio de crimes de estelionato.

De acordo com a denúncia apresentada à Justiça, a maior parte dos acusados integra um mesmo núcleo familiar, apontado como responsável por organizar e administrar diversos tipos de fraudes digitais. Entre os golpes identificados estão clonagem de cartões bancários, criação de sites falsos de vendas online e outras práticas voltadas a enganar consumidores e instituições financeiras.

As apurações indicam que o denunciado Werk de Azevedo Faria e a empresa WD Reciclagem Ltda funcionavam como elo entre o grupo familiar — formado por Marllon Narcizo Faria, Daniel Narcizo Faria, João Victor Fernandes de Azevedo, Cristiano Benevides Vasconcellos, Alan de Azevedo Faria e o próprio Werk — e outros denunciados, entre eles Francisco Guilherme Ribeiro da Silva Junior e Carolina de Souza Carneiro Medeiro.

Ainda segundo o Ministério Público, Luiz Felipe Pessanha Aprigio exercia papel estratégico no esquema, sendo descrito como “braço direito” de Marllon e atuando como laranja para movimentação de recursos. Já Jenipher de Almeida Costa, Matheus Machado Pinto e Dhonatan Tardin dos Santos teriam recebido e repassado valores ao grupo, além de emprestar seus nomes para o registro de bens que, na prática, continuavam sob o controle dos principais investigados.

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Para dificultar a identificação da origem ilícita do dinheiro, os denunciados utilizavam técnicas como o fracionamento de transações bancárias, o uso de empresas de fachada e outras estratégias destinadas a dar aparência de legalidade às movimentações financeiras.

O volume de recursos chamou a atenção dos investigadores. Um dos exemplos citados na denúncia aponta que Carolina de Souza Carneiro Medeiro movimentou cerca de R$ 15 milhões entre 2019 e 2022. Apenas em agosto de 2022, as transações em suas contas ultrapassaram R$ 6 milhões, apesar de ela declarar renda mensal aproximada de R$ 4 mil.

O Ministério Público sustenta que os elementos reunidos demonstram a existência de um esquema estruturado e contínuo de lavagem de dinheiro, com divisão de funções entre os integrantes, uso de laranjas e empresas para ocultar patrimônio e reinserir recursos ilícitos no sistema financeiro formal.

O caso agora segue para análise do Poder Judiciário, que irá avaliar o recebimento da denúncia e o prosseguimento da ação penal.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #CrimesVirtuais#CyberGAECO#Estelionato#FraudesDigitais#GolpesOnline#InvestigacaoCriminal#LavagemDeDinheiro#MPRJ#RioDeJaneiro
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