A cidade de Rio das Ostras (RJ), na Baixada Litorânea, enfrenta a contaminação de lagoas e canais em função do despejo de esgoto in natura. Um dos sinais de contaminação são as gigogas, uma vegetação aquática alimentada por esgoto.
As gigogas são abundantes, por exemplo, na lagoa do Iriri, provocando a mortandade de peixes e odor na praia de Costa Azul, onde deságua em períodos de cheia ou de abertura da barra.
Em entrevista ao programa Direto da Redação, nesta terça-feira (19), o ambientalista José Armando Barreto destacou que o despejo é oriundo de casas construídas no entorno da lagoa sem observar as normas ambientais.
“O entorno da lagoa está todo urbanizado. Sem uma estação de tratamento, o esgoto também é absorvido pelo lençol freático”, disse Barreto.
O ambientalista também salienta que a cidade da Baixada Litorânea não tem estrutura de tratamento, ainda que a população seja cobrada pelos serviços por parte da concessionária Rio+ Saneamento.
Outro ponto de contaminação é o Canal de Medeiros, também tomado por gigogas. As imagens são diariamente exibidas no programa Direto da Redação, produzido e gerado pelo estúdio VIUGIDIGTAL, com transmissão em cadeia de rádio, TV e nas plataformas digitais do Portal VIU!.
Rio das Ostras está localizada na zona produtora de petróleo da Bacia de Campos, sendo umas grandes beneficiárias de repasses de royalties e Participação Especial na produção do ouro negro.
Nos últimos seis anos, a cidade já embolsou mais de R$ 6 bilhões, contudo, por falta de uma política de preservação ambiental, convive com uma degradação permanente, afetando a qualidade de vida dos moradores e o setor turístico, outra fonte de renda importante para a economia local.