A Prefeitura de Macaé intensificou as ações de prevenção e monitoramento da febre amarela no município. A medida é conduzida pela Coordenação de Vigilância Ambiental em Saúde, a Cevas, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, e segue orientação da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, que emitiu alerta técnico para reforçar a vigilância durante o período sazonal 2025/2026.
De acordo com a Vigilância Ambiental de Macaé, não há registro de circulação do vírus da febre amarela no estado do Rio de Janeiro. Mesmo assim, o município decidiu ampliar a atenção preventiva diante do aumento de casos em estados vizinhos e da presença de áreas de Mata Atlântica, ambiente que exige acompanhamento constante das autoridades sanitárias.
Segundo o gerente de Vigilância Ambiental, Julinho Antunes, o cenário atual exige prevenção, mesmo sem confirmação de circulação viral no território fluminense. Em 2026, o Brasil já confirmou oito casos humanos da doença, sendo seis em São Paulo e dois no Pará, com quatro mortes registradas, conforme os dados repassados pelas autoridades locais.
A principal recomendação da Cevas é manter a vacinação em dia. A vacina contra a febre amarela está disponível gratuitamente nas unidades de saúde de Macaé e é considerada a medida mais eficaz para evitar casos graves e óbitos. O Ministério da Saúde também reforça que a imunização é a principal estratégia de proteção contra a doença.
O alerta da Secretaria de Estado de Saúde classificou 38 municípios do Rio de Janeiro como “Área Ampliada – 2º Nível B”, categoria que reúne localidades próximas a áreas com circulação viral e corredores ecológicos que podem favorecer a dispersão da doença. Macaé não integra essa lista, mas a orientação é que moradores, trabalhadores rurais e frequentadores de áreas de mata mantenham atenção redobrada.
Entre as medidas preventivas recomendadas estão o uso de repelente, roupas de manga comprida e calças compridas em áreas de mata, trilhas, cachoeiras, sítios, fazendas e zonas rurais. Pessoas que realizam atividades ao ar livre nessas regiões devem verificar a situação vacinal antes de circular por locais com maior presença de mosquitos silvestres.
A febre amarela é uma doença viral transmitida por mosquitos infectados. No ciclo silvestre, os principais transmissores são mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. A Organização Pan-Americana da Saúde explica que a doença não é transmitida diretamente por macacos, nem de uma pessoa para outra; a transmissão ocorre pela picada do mosquito infectado.
A Cevas reforça que os macacos não transmitem febre amarela. Pelo contrário: eles são considerados sentinelas da doença. Quando um primata aparece morto ou doente, isso pode indicar possível circulação do vírus em determinada área. Por isso, casos de macacos mortos ou com sinais de adoecimento devem ser comunicados imediatamente às autoridades sanitárias. O Ministério da Saúde também destaca que esses animais são importantes para acionar alertas de proteção à população.
Os principais sintomas da febre amarela incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas, vômitos, cansaço, calafrios e, nos casos mais graves, pele e olhos amarelados, sangramentos e comprometimento do fígado e dos rins. Diante de qualquer suspeita, a orientação é procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível.
A Secretaria de Estado de Saúde também orienta a notificação imediata de casos suspeitos em humanos e de mortes de macacos. Segundo comunicado reproduzido pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro, ocorrências devem ser comunicadas às autoridades de saúde em até 24 horas.
A Prefeitura de Macaé afirma que continuará acompanhando o cenário epidemiológico e orientando a população. A estratégia é evitar a circulação da doença por meio da vacinação, da vigilância ambiental e da resposta rápida a qualquer sinal suspeito em humanos ou animais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
