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Cirurgião relata fraturas severas no rosto de Juliana Soares, agredida brutalmente em elevador por ex-namorado. Caso é investigado como tentativa de feminicídio.

Imagem: divulgação

Cirurgião compara agressão a Juliana Soares a acidente de carro após reconstrução facial no RN

Dentista relata gravidade dos ferimentos causados por 61 socos; Juliana segue em recuperação após cirurgia complexa.

Redação Por Redação
02/08/2025 - 09:58
em Cidades
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Juliana Garcia Soares, de 35 anos, passou por uma delicada cirurgia de reconstrução facial após ser brutalmente agredida pelo então namorado, Igor Eduardo Pereira Cabral, de 29 anos, dentro do elevador de um condomínio em Natal (RN), no último sábado (26). O ex-jogador de basquete desferiu 61 socos contra o rosto da vítima, que teve múltiplas fraturas faciais e ferimentos gravíssimos.

O caso, registrado por câmeras de segurança, causou forte comoção nas redes sociais e levou à prisão preventiva do agressor. A polícia investiga o crime como tentativa de feminicídio.

O cirurgião-dentista Kerlison Paulino de Oliveira, que coordenou a equipe médica no Hospital Universitário Onofre Lopes, afirmou que os ferimentos de Juliana são semelhantes aos de vítimas de acidentes de trânsito.

“Digo isso pelo padrão das fraturas: múltiplas e com inúmeros fragmentos grandes e pequenos, algo raro em agressões físicas”, explicou.

A operação, inicialmente prevista para durar cinco horas, se estendeu por nove devido à complexidade. Foram utilizadas placas, parafusos e malha de titânio para reconstruir regiões da mandíbula e órbita ocular.

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Juliana permanece internada e segue sob observação. De acordo com os médicos, é possível que ela enfrente sequelas permanentes e precise de novos procedimentos no futuro.

Em depoimento à polícia, Igor Cabral alegou ter tido um “surto claustrofóbico” dentro do elevador. A versão foi rechaçada pela gravidade dos fatos e pela reincidência de episódios de violência psicológica e física já relatados por Juliana.

Nas redes sociais, a vítima se pronunciou agradecendo o apoio recebido e alertando outras mulheres sobre relacionamentos abusivos. Uma campanha de arrecadação foi criada por amigas para auxiliar no tratamento e na recuperação.

O caso reacende o alerta sobre os altos índices de violência doméstica no Brasil. Denúncias podem ser feitas, de forma anônima, pelo número 180, que funciona 24 horas por dia.

Denuncie:
Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher. Atendimento gratuito, sigiloso e 24h por dia.

Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #ChegaDeViolência#Denuncie180#DireitosDasMulheres#Feminicídio#JulianaSoares#Justica#Natal#ViolênciaContraMulher
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