Duas cadelas foram resgatadas no fim da tarde desta sexta-feira (10) após serem encontradas em situação grave de maus-tratos e abandono em uma residência no bairro Cidade Nova, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais, onde imagens mostravam os animais vivendo em condições extremamente precárias. As cadelas estavam cercadas por fezes, urina e vestígios de sangue, em um ambiente considerado insalubre e incompatível com o bem-estar animal.
De acordo com relatos de moradores, os animais estavam abandonados há vários dias. Vizinhos chegaram a prestar ajuda pontual, oferecendo água e alimento, mas a situação exigia intervenção imediata. A tutora, segundo informações repassadas pela Polícia Civil, reside em Rio das Ostras e enfrenta problemas de saúde, o que teria dificultado sua presença no local.
Diante da ausência de resposta imediata por parte do poder público, moradores decidiram intensificar a mobilização. Além de acionarem a Polícia Militar, buscaram apoio do vereador de Armação dos Búzios, Toni Russo, conhecido por atuar em pautas ligadas à proteção animal.
O resgate foi realizado após essa mobilização conjunta. As cadelas foram encaminhadas para atendimento veterinário e, em seguida, levadas para um lar temporário, onde seguem sob cuidados e em processo de recuperação.
A Polícia Militar confirmou que foi acionada para verificar a denúncia e que, ao chegar ao local, constatou a situação de maus-tratos. A ocorrência foi registrada na delegacia de São Pedro da Aldeia, e o caso será investigado.
Moradores apontam falhas no atendimento à causa animal
A situação também gerou críticas por parte da população local. Moradores relataram dificuldades em obter apoio imediato dos órgãos municipais responsáveis, o que os levou a buscar ajuda externa para garantir o resgate dos animais.
Em nota, a Prefeitura de São Pedro da Aldeia informou que não houve registro formal da denúncia junto às secretarias competentes. Segundo o município, a Polícia Militar acionou um vereador da cidade, Márcio Soares, que esteve no local acompanhado de um médico-veterinário vinculado à administração municipal para avaliação da ocorrência.
Ainda de acordo com a prefeitura, durante o andamento do caso, outro agente externo assumiu a condução do atendimento, o que teria limitado a atuação direta das equipes municipais naquele momento.
Sobre as críticas relacionadas à estrutura da causa animal, a administração municipal afirmou que está em processo de organização de uma equipe específica para atender esse tipo de demanda, com o objetivo de melhorar a resposta a ocorrências semelhantes.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade do poder público na proteção animal e a necessidade de canais mais eficientes para denúncias e atendimentos emergenciais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
