O ciclo de decadência econômica da cidade de Campos dos Goytacazes (RJ), maior município do Norte Fluminense, está expresso no mais recente levantamento do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho.
Só no mês de outubro de 2024, a cidade contabilizou a perda de 1.147 empregos formais. Os segmentos que mais demitiram foram os setores da agropecuária, indústria e serviços.
O saldo no mercado de trabalho também foi negativo em 2023, segundo os mesmos dados do Caged.
Com cerca de 500 mil habitantes, a cidade atravessa uma crise administrativa e financeira no âmbito da administração municipal, apesar do orçamento anual que ultrapassa R$ 3 bilhões.
O município continua altamente dependente de royalties do petróleo e sob a gestão do prefeito Wladimir Garotinho (Progressistas), considerado a continuação do garotismo, perdeu dinamismo econômico. A riqueza financeira contrasta com a pobreza no ambiente que avolumam denúncias de corrupção na gestão pública.
Atualmente dois terços da força de trabalho local sobrevive de programas sociais do governo Federal, de benefícios do INSS, do Bolsa Família ou do cartão Goytacá (antigo Cheque-Cidadão), um programa de renda mínima turbinado em ano eleitoral. É a chamada geração CadÚnico.
Outra imagem da decadência econômica é o centro da cidade, que enfrenta um grande esvaziamento. A paisagem é repleta de lojas fechadas e moradores de rua dormindo sob marquises.
