Após ser absolvida, mulher que ficou seis anos presa morre vítima de câncer

O caso de Damaris, presa injustamente no RS e morta em SC, levanta questionamentos sobre falhas do sistema judicial brasileiro

Mulher diagnosticada com câncer na prisão morre meses após ganhar liberdade no RS.

imagem | Reprodução

Uma jovem que passou seis anos presa injustamente morreu apenas dois meses após conquistar a liberdade em Santa Catarina. Damaris Vitória Kremer da Rosa, de 26 anos, foi diagnosticada com câncer de colo de útero enquanto ainda estava no presídio, mas não resistiu às complicações da doença.

Segundo a advogada Rebeca Canabarro, que atuou em sua defesa, Damaris havia sido presa em 2019, acusada de participação no assassinato de um homem em Salto do Jacuí, no interior do Rio Grande do Sul. O Ministério Público sustentava que ela teria atraído a vítima, Daniel Gomes Soveral, para uma emboscada em 2018 — versão sempre contestada pela defesa.

A equipe jurídica argumentou que Damaris era inocente e que o verdadeiro responsável pelo crime foi seu então namorado. O homem teria cometido o assassinato após ela relatar ter sido vítima de estupro por Daniel. Mesmo diante da falta de provas diretas contra Damaris, os pedidos de liberdade foram negados durante anos.

Enquanto aguardava a revisão do processo, o estado de saúde da jovem piorou dentro da prisão. Ela foi diagnosticada com câncer de colo do útero e só teve acesso ao tratamento quando a doença já estava em estágio avançado. Absolvida apenas no início deste ano, Damaris não resistiu por muito tempo depois de ser libertada.

O caso reacende o debate sobre os impactos de erros judiciais no Brasil e a precariedade do sistema prisional, especialmente para mulheres em situação de vulnerabilidade.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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