Se o governo do Estado encontra resistência dos prefeitos para construção de um presídio de segurança máxima às margens da RJ-196, em Conceição de Macabu, no Norte Fluminense, a saída pode ser a escolha da região do Açu, 5º distrito de São João da Barra (RJ).
O território sanjoanense é cercado por mar, além do Estado já dispor de extensas áreas desapropriadas desde o governo Sérgio Cabral.
Para o advogado Antônio Maurício Costa, o Açu comportaria até mesmo uma Penitenciária de Segurança Máxima do Governo Federal, nos moldes da que existe em Mossoró, no Rio Grande do Norte.
As áreas que pertencem ao Estado, atualmente, estão sendo utilizadas pela Prumo Logística (Operadora do Porto do Açu) para aluguel, sem ressarcimento aos cofres públicos. Por sinal, aluguel de terras nos últimos anos é a maior fonte de lucro da Prumo.
As propriedades também são disputadas judicialmente por pequenos produtores, que foram desalojados e até os dias atuais não receberam indenização.

“A região do Açu, em função do seu isolamento geográfico, oferece total segurança para o empreendimento”, destaca o advogado.
Seria ainda mais adequado, segundo explica, do que a área do Codin, em Campos dos Goytacazes (RJ), local que o Estado construiu penitenciárias no governo Garotinho.
A projeto previsto para a RJ-196 não foi bem aceito nos municípios de Conceição de Macabu e outros localizados no entorno, como Quissamã, Carapebus e Macaé. Os prefeitos dessas cidades ligaram para o governador Cláudio Castro manifestando descontentamento.