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Campos-RJ: Baixada Campista pode virar polo para plantio de milho e feijão

Produtores da Baixada Campista em reunião na reitoria da Uenf | Foto: Reprodução.

Baixada Campista (RJ) na rota agrícola: Parceria entre produtores e UENF pode transformar região em polo

Diálogo entre academia e agricultores busca aplicar pesquisas agronômicas e enfrentar mudanças climáticas para revitalizar a produção de alimentos no Norte Fluminense.

Redação Por Redação
29/03/2025 - 14:36 - atualizado em 03/04/2025 - 09:20
em Cidades
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A Baixada Campista, região tradicionalmente ligada à agricultura e à pecuária no Norte Fluminense, está prestes a dar um salto estratégico. Com o apoio da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), produtores rurais da região buscam transformar a área em um polo de produção de milho, feijão e aquicultura, aliando tecnologia, ciência e sustentabilidade.

Na última semana, uma mesa de diálogo reuniu a reitora da UENF, Rosana Rodrigues, e produtores rurais da Baixada Campista e do entorno da Lagoa Feia, liderados por Armando Barreto, presidente da Associação dos Produtores Rurais da Baixada Campista (APRUSAM).

O encontro, solicitado pela entidade, marcou o início de uma parceria para aplicar pesquisas científicas da universidade no campo, enfrentando desafios como mudanças climáticas, escassez hídrica e a necessidade de modernização das práticas agrícolas.

“Queremos devolver o protagonismo da Baixada Campista”

Em entrevista, Armando Barreto destacou a urgência da colaboração:
“Estamos atuando para devolver o protagonismo da Baixada como polo produtivo. As sementes de milho e feijão desenvolvidas pela UENF, adaptadas ao nosso solo e clima, são um exemplo do que buscamos. Além disso, as pesquisas sobre enfrentamento das mudanças climáticas e gestão hídrica atendem às nossas demandas urgentes. Saímos deste primeiro encontro entre campo e academia com esperança de colher resultados concretos.”

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Os quatro pilares da parceria:

  1. Pesquisa Agronômica Aplicada
    Uso de sementes desenvolvidas pela UENF, resistentes às condições locais, para impulsionar a produção de milho e feijão.
  2. Combate às Mudanças Climáticas
    Acesso a estratégias científicas para mitigar os efeitos do clima na agricultura, como secas prolongadas e irregularidade de chuvas.
  3. Aquicultura na Baixada da Égua
    Apoio técnico para criar um polo de produção aquícola entre São Martinho e Santo Amaro, diversificando a economia rural.
  4. Articulação Institucional
    Busca de financiamento e políticas públicas para viabilizar projetos, com foco na Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul – onde Barreto acaba de assumir uma cadeira no Comitê de Integração.

Ciência a serviço do campo

A reitora Rosana Rodrigues reforçou o compromisso da UENF:
“Nossa missão é traduzir o conhecimento acadêmico em soluções práticas. As demandas dos produtores – desde sementes adaptadas até a gestão de recursos hídricos – serão prioridade em nossos projetos de extensão e pesquisa.”

A região, que já foi um celeiro agrícola, enfrenta décadas de desafios como degradação do solo e redução da oferta de água. Com a nova parceria, a expectativa é que a Baixada Campista retome seu lugar na produção de alimentos, garantindo segurança alimentar e geração de renda para centenas de famílias.

Próximos passos:

  • Criação de um grupo de trabalho entre UENF e APRUSAM para implementar as ações.
  • Captação de recursos via editais públicos e parcerias com órgãos como a ANA (Agência Nacional de Águas).
  • Expansão do diálogo para incluir comunidades tradicionais e pescadores da Lagoa Feia.

Enquanto isso, Armando Barreto, na última semana, foi à Resende (RJ) para sua posse no Comitê da Bacia do Paraíba do Sul, reforçando a conexão entre gestão hídrica e desenvolvimento agrícola.

Tags: #rio Paraíba do SulAquicultura na Baixada CampistaArmando Barreto (APRUSAM)Lagoa Feiamilho e feijãomitigação climáticaparceria campo-universidadePolo agrícolaRosana Rodrigues (UENF)segurança hídrica
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