Moradores de Campos dos Goytacazes denunciam um possível vazamento de creosoto e óleo hidráulico no solo do antigo pátio ferroviário da cidade, área que pertenceu à antiga malha ferroviária e hoje abriga vagões desativados e equipamentos industriais.
Em um vídeo encaminhado ao programa Direto da Redação, um morador relata forte odor da substância e afirma que uma grande quantidade do produto químico teria sido derramada no terreno, próximo a residências e edifícios.
Segundo a denúncia, o creosoto estaria armazenado em compartimentos de antigos vagões ou tanques. O produto é amplamente utilizado no tratamento de madeira, especialmente dormentes ferroviários, e é considerado potencialmente tóxico, podendo causar contaminação do solo, da água e riscos à saúde humana.
“Há casas ao redor e o cheiro está insuportável”, afirma o denunciante no vídeo, que pede a atuação da Polícia Ambiental e de órgãos fiscalizadores.
O que é o creosoto?
O creosoto é um composto químico derivado da destilação do alcatrão de hulha, utilizado para preservar madeiras expostas à umidade e ao ataque de fungos e insetos. Por conter substâncias tóxicas, seu manuseio e descarte exigem cuidados rigorosos e controle ambiental.
A exposição prolongada pode causar irritações, problemas respiratórios e, em determinados casos, danos mais graves à saúde.
Incêndio recente intensificou preocupação
A denúncia ganhou ainda mais relevância após um incêndio registrado no último fim de semana no mesmo complexo ferroviário. A fumaça escura e o forte odor foram sentidos em bairros como Parque Tamandaré, Parque São Caetano, Parque Santo Amaro e ao longo da Avenida Pelinca.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para controlar as chamas e evitar que o fogo atingisse outras estruturas e materiais armazenados no local.
Moradores relatam preocupação com a possibilidade de novos incêndios envolvendo substâncias químicas e resíduos industriais.
Área fica próxima de residências
Imagens enviadas ao programa mostram tanques, vagões desmontados e manchas escuras no solo, supostamente causadas pelo vazamento.
A proximidade da área com conjuntos residenciais e edifícios intensifica o temor de contaminação ambiental e exposição de famílias a produtos químicos perigosos.
Autoridades devem apurar o caso
O denunciante afirma que já encaminhou a localização exata do ponto onde ocorreu o vazamento e solicita uma vistoria urgente da Polícia Ambiental, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
Até o momento, não há confirmação oficial sobre a extensão do dano ambiental nem informações sobre eventuais autuações ou medidas de contenção.
Como enviar denúncias ao Direto da Redação
A partir de agora, telespectadores e internautas podem enviar vídeos, áudios, denúncias, sugestões e pautas diretamente para a produção do programa Direto da Redação pelo WhatsApp e pelo e-mail:
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*Da Agência Fonte Exclusiva