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Uso excessivo de redes sociais: estudo alerta para riscos à saúde mental de jovens

Pesquisa da USP com universitários revela que 51% apresentam dependência digital, com casos graves associados a depressão e pensamentos suicidas.

Redação Por Redação
09/07/2025 - 07:55
em Canal VIU
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A universitária Milena Dias, estudante de jornalismo em Brasília, prefere manter distância das redes sociais. Enquanto muitos estranham sua ausência do mundo virtual, ela afirma: “Não sinto falta. É um mundo de estereótipos, muito distante da realidade.” Já para Maria Eduarda Nestali, aluna de nutrição na mesma cidade, a experiência é oposta. Ela considera as redes importantes, mas consome conteúdo com critério.

A relação entre jovens e o uso da internet foi tema de um estudo realizado pela professora Irena Penha Duprat, que observou, entre 2017 e 2018, um aumento preocupante de casos de depressão, ansiedade e tentativas de suicídio entre alunos da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). A inquietação levou Irena a desenvolver uma pesquisa de doutorado na USP, intitulada O Papel da Internet na Saúde Mental de Jovens Universitários e sua Relação com Ideação Suicida.

Mais da metade dos estudantes (51%) apresentaram algum grau de dependência da internet. Desses, uma parcela considerável já não conseguia perceber o excesso, classificando-se como dependência moderada ou grave.

Além disso, 12,5% dos participantes apresentaram ideação suicida. A incidência foi significativamente maior entre alunos com sintomas depressivos, altos níveis de ansiedade ou dependência severa da internet. A internet, segundo Irena, tornou-se um refúgio diante das dificuldades emocionais: “Eles usavam a internet como um mecanismo de fuga para lidar com depressão, estresse e ansiedade.”

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A professora também destacou o impacto nocivo das redes sociais, como Instagram e Facebook, principalmente entre as mulheres. A comparação com padrões irreais de beleza e sucesso, perpetuados por influencers e celebridades, reforça sentimentos de baixa autoestima e inferioridade, alimentando quadros de sofrimento psíquico.

“Esses conteúdos impactam diretamente a saúde mental. As pessoas parecem sempre felizes nas redes, o que não reflete a realidade de quem está vendo. Isso afeta especialmente as jovens”, alerta Irena.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Ansiedade#bemestardigital#dependênciadigital#Depressao#Jovens#RedesSociais#SaúdeMental#universitários#USP
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