A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (18/07) uma nova ordem judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, expedida pelo Supremo Tribunal Federal. A decisão determina o uso de tornozeleira eletrônica, monitoramento 24 horas por dia e uma série de restrições, incluindo a proibição de deixar Brasília sem autorização, utilizar redes sociais ou manter contato com diplomatas e outros investigados.
Bolsonaro foi conduzido à sede da PF para instalação do equipamento de monitoramento. Ele também deve permanecer em casa entre 19h e 7h, e está impedido de acessar qualquer embaixada.
As medidas foram motivadas por indícios de que o ex-presidente estaria tentando atrapalhar o andamento do processo no qual é réu por tentativa de golpe de Estado. A Polícia Federal apontou comportamentos que caracterizariam obstrução de Justiça e coação processual, além de risco de fuga e articulações para pedido de asilo político no exterior.
Após a ação, Bolsonaro declarou que considera as medidas uma “humilhação” e negou qualquer plano de fuga. Ele já havia se refugiado por dois dias na embaixada da Hungria no ano passado, após ter o passaporte retido. Segundo ele, está sendo vítima de perseguição política e não há provas contra si.
O caso ocorre em meio a uma escalada de tensão entre o Brasil e os Estados Unidos, após o governo americano anunciar tarifas pesadas sobre produtos brasileiros. A crise se aprofundou com a atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro nos EUA, que tem pressionado autoridades locais a intervir em favor do pai.
O ministro Alexandre de Moraes incluiu Eduardo Bolsonaro na lista de pessoas com as quais o ex-presidente está proibido de se comunicar. A licença de Eduardo na Câmara expira neste domingo (20), e sua atuação no exterior também passou a ser investigada pelo STF.
Bolsonaro permanece inelegível até 2030 por abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação pública durante o mandato. Seu entorno político agora enfrenta os impactos de uma crescente pressão judicial e diplomática, com potencial para redefinir o futuro da direita brasileira.
Da Agência Fonte Exclusiva.