Preta foi diagnosticada com câncer colorretal em janeiro de 2023, após apresentar sintomas que a levaram a realizar exames de imagem e biópsias. Desde então, passou por cirurgias, sessões de radioterapia e quimioterapia. Durante o tratamento, precisou retirar parte do intestino e passou a usar uma bolsa de colostomia definitiva.
Apesar das dificuldades, Preta retomou sua carreira por alguns períodos, participando de turnês e eventos ao lado de seu pai, Gilberto Gil. Em uma dessas apresentações, afirmou que cantar era parte de sua cura emocional. Em 2024, lançou um livro comemorando seus 50 anos e se mostrava otimista com a vida, destacando novos planos profissionais e pessoais.
Nos últimos meses, o câncer havia evoluído para metástase, atingindo outros órgãos. Mesmo assim, Preta seguia esperançosa com um possível retorno ao Brasil, planejando se transferir com ajuda médica especializada. Contudo, seu estado de saúde se agravou subitamente, resultando em sua morte neste fim de semana.
Preta Gil deixa um legado importante não só na música, mas também no ativismo. Ao longo da carreira, posicionou-se fortemente contra o preconceito racial, gordofobia e LGBTfobia. Foi pioneira ao abordar temas como corpo, sexualidade e autoestima com naturalidade e coragem. Empresária influente, cofundou uma agência voltada para diversidade e inclusão no marketing de influência.
Filha de Gilberto Gil e de Sandra Gadelha, Preta também era sobrinha de Caetano Veloso e afilhada de Gal Costa. Cresceu cercada pela música e fez disso uma plataforma para se expressar e defender causas sociais.
Com sua voz única e personalidade forte, Preta Gil marcou o Carnaval com o tradicional “Bloco da Preta”, reuniu multidões nas ruas e conquistou o respeito da indústria artística brasileira. Sua partida gera forte comoção e deixa um vazio irreparável na cultura nacional.
Da Agência Fonte Exclusiva