Pesquisadores do Rio desenvolvem plantas mais produtivas e resistentes ao clima

Estudos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro avançam em tecnologia que pode revolucionar a agricultura com mais eficiência e sustentabilidade

Pesquisadores do Rio de Janeiro desenvolvem plantas mais produtivas e resistentes às mudanças climáticas, com potencial de aumentar a produção e reduzir impactos ambientais.

Pesquisas científicas buscam desenvolver plantas mais produtivas e resistentes às mudanças climáticas 📸Imagem: banco de imagens / divulgação científica

A ciência brasileira está abrindo novos caminhos para transformar a agricultura. Pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro trabalham no desenvolvimento de plantas mais produtivas, resistentes e adaptadas aos desafios climáticos.

A proposta é aumentar a eficiência da produção agrícola com menor uso de recursos naturais, como água e fertilizantes, além de reduzir impactos ambientais.

O foco das pesquisas está nos genes que controlam o crescimento das plantas. Ao entender esses mecanismos, os cientistas conseguem estimular características que favorecem o desenvolvimento vegetal, como maior aproveitamento da luz solar e melhor absorção de nutrientes.

Outro avanço importante é a interação dessas plantas com o solo. Os estudos indicam que elas conseguem se relacionar de forma mais eficiente com microrganismos benéficos, o que melhora a fertilidade do solo e reduz a necessidade de insumos químicos.

Além do ganho produtivo, os benefícios ambientais também são relevantes. As plantas desenvolvidas apresentam maior capacidade de capturar dióxido de carbono da atmosfera, contribuindo para a redução de gases de efeito estufa e ajudando no equilíbrio ambiental.

Os testes ainda estão sendo realizados em laboratório, com simulações de diferentes condições, como períodos de seca e variações no solo. Os resultados iniciais já indicam aumento de produtividade, menor consumo de água e maior eficiência no crescimento.

A iniciativa conta com apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, que reforça a importância do investimento em ciência e inovação para o desenvolvimento econômico e sustentável.

Apesar dos avanços, a tecnologia ainda precisa passar por etapas de validação e biossegurança antes de ser aplicada em larga escala. A expectativa é que, em cerca de três anos, novas variedades estejam disponíveis para produtores rurais.

A proposta resume um novo modelo para o campo: produzir mais, com menos recursos, aliando tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento econômico.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile