Nova lei garante cirurgia reparadora de mama pelo SUS e planos em casos de trauma ou mutilação

Lei 15.171/2025 amplia direito à reconstrução mamária para mulheres vítimas de violência, tumores benignos ou mutilações, com assistência psicológica e cobertura por planos privados.

A partir de novembro de 2025, entra em vigor uma nova legislação que assegura às mulheres o direito à cirurgia reparadora das mamas em qualquer situação de mutilação, não apenas em decorrência do câncer. A Lei 15.171/2025, sancionada em julho, garante o procedimento tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto por planos de saúde privados, abrangendo casos de violência, traumas, malformações congênitas e tumores benignos.

A mudança representa um avanço importante na promoção da dignidade e recuperação integral das mulheres, reconhecendo que a mutilação mamária provoca não apenas impacto físico, mas também profundo abalo emocional e psicológico. A nova lei também garante atendimento psicológico especializado desde o diagnóstico até o pós-operatório, incluindo a liberdade da paciente em escolher o melhor momento para a cirurgia.

Segundo o Ministério da Saúde, milhares de brasileiras enfrentam mutilações mamárias por diferentes causas que, até então, não eram contempladas na cobertura de reconstrução. Com a nova norma, a saúde pública e suplementar passam a ter responsabilidade legal de garantir o procedimento cirúrgico.

Além da cobertura ampla, a lei prevê que o atendimento seja individualizado e humanizado, respeitando a decisão da paciente sobre técnica cirúrgica e tempo adequado para reconstrução.

O que muda com a nova lei

A medida foi celebrada por entidades médicas, organizações sociais e especialistas em saúde da mulher como um passo decisivo na reparação de desigualdades históricas. Para muitos profissionais, essa é uma resposta concreta do Estado brasileiro ao sofrimento físico e mental enfrentado por milhares de mulheres que, até então, ficavam desassistidas por não se encaixarem em critérios oncológicos.

Com a nova lei, o Brasil passa a ter uma das legislações mais abrangentes da América Latina no que se refere à reconstrução mamária como direito de saúde pública e privada.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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