O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025 trouxe à tona a realidade desigual do Estado do Rio de Janeiro. Resende, no Sul Fluminense, aparece como a melhor cidade do estado, enquanto seis municípios da região metropolitana figuram entre os 10 piores do país em qualidade de vida para grandes centros urbanos.
A capital, Rio de Janeiro, obteve 66,13 pontos e ficou em 11º lugar entre as 27 capitais brasileiras. Apesar de estar classificada no Grupo 1, de melhor desempenho, a cidade ainda perde para outras capitais do Sudeste, como São Paulo (68,88 pontos) e Belo Horizonte (68,22 pontos).
“O IPS mostra que a realidade da cidade vai além dos cartões postais. Bairros nobres recebem mais investimentos, mas as desigualdades internas permanecem”, afirma o geógrafo Hugo Costa.
Entre as 10 melhores cidades do estado estão: Resende, Rio de Janeiro, Cordeiro, Carmo, Teresópolis, Niterói, Aperibé, Nova Friburgo, Barra Mansa e Macuco. Já as 10 piores incluem São Francisco do Itabapoana, Japeri, Carapebus, Sumidouro, Itaboraí, Paraty, Mangaratiba, Tanguá, Duque de Caxias e Magé.
O dado mais preocupante é que seis municípios fluminenses estão entre as 10 grandes cidades brasileiras (acima de 500 mil habitantes) com pior qualidade de vida: Duque de Caxias, Belford Roxo, São Gonçalo, Nova Iguaçu e Campos dos Goytacazes. Esses locais enfrentam deficiências em saneamento, segurança, educação e oportunidades sociais.
O estado do Rio ocupa a 8ª posição nacional, com 62,38 pontos, ligeiramente acima da média de 61,96. O IPS avalia necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades, usando 57 indicadores sociais e ambientais.
O relatório evidencia que desenvolvimento econômico não garante qualidade de vida. Municípios turísticos, como Paraty e Mangaratiba, recebem investimentos no setor, mas apresentam lacunas sociais. Já cidades menores, como Cordeiro e Carmo, mostram que gestão eficiente de recursos públicos gera melhores resultados.
*Da Agência Fonte Exclusiva