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Brasil pode registrar mais de 42 mil casos de câncer de cabeça e pescoço em 2026

Projeção considera tumores da cavidade oral, da laringe e da tireoide; identificação precoce favorece o tratamento.

redacao Por redacao
29/07/2026 - 11:10
em Canal VIU
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Alterações aparentemente comuns na boca, na garganta ou no pescoço podem exigir investigação médica quando persistem por mais de duas semanas. Feridas que não cicatrizam, rouquidão prolongada, dificuldade ou dor para engolir e o surgimento de caroços estão entre os principais sinais associados aos cânceres de cabeça e pescoço.

A expressão reúne diferentes tipos de tumores que podem atingir a cavidade oral, a língua, a faringe, a laringe, a cavidade nasal, as glândulas salivares, a tireoide e outras estruturas da região. Embora muitos sintomas também possam estar relacionados a problemas benignos, a permanência dessas alterações deve levar o paciente a procurar atendimento médico ou odontológico.

Um levantamento conduzido pelo Instituto Nacional de Câncer analisou mais de 145 mil registros hospitalares do período entre 2000 e 2017. O estudo identificou que 78,2% dos tumores avaliados foram diagnosticados nos estágios III ou IV, considerados avançados. A proporção chegou a 91,3% nos casos de hipofaringe, 86,6% na orofaringe, 75,1% na cavidade oral e 69,5% na laringe.

A descoberta tardia pode tornar o tratamento mais complexo e aumentar o risco de comprometimento de funções essenciais, como fala, mastigação, deglutição e respiração. Quando a doença é identificada no início, o tratamento tende a ser menos agressivo e apresenta melhores possibilidades de preservar a qualidade de vida do paciente.

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As projeções atualizadas para 2026 estimam 42.150 novos casos quando considerados, em conjunto, os tumores da cavidade oral, da laringe e da tireoide. São previstos 17.190 casos de câncer da cavidade oral, 8.510 de laringe e aproximadamente 16 mil de tireoide. Esses números não abrangem necessariamente todos os tumores que podem surgir na região da cabeça e do pescoço, mas demonstram a dimensão do problema no país.

Entre os sinais que merecem atenção estão feridas ou úlceras na boca e nos lábios que não desaparecem em até 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas, rouquidão por mais de três semanas, sensação de algo preso na garganta, sangramentos recorrentes pela boca ou pelo nariz e perda de peso sem explicação.

No caso da tireoide, o aparecimento de um nódulo no pescoço deve ser avaliado, principalmente quando apresenta crescimento rápido ou vem acompanhado de rouquidão e dificuldade para engolir. A confirmação de um diagnóstico suspeito depende da avaliação clínica e, quando indicada, da realização de biópsia e exame anatomopatológico.

O tabagismo e o consumo de bebidas alcoólicas estão entre os principais fatores de risco, especialmente quando aparecem de forma combinada. A infecção persistente pelo papilomavírus humano, principalmente pelo HPV-16, também está relacionada a parte dos tumores da orofaringe.

A prevenção inclui não fumar, evitar bebidas alcoólicas, manter cuidados regulares com a saúde bucal, consultar o dentista periodicamente, adotar uma alimentação equilibrada e proteger os lábios e o rosto durante a exposição prolongada ao sol. A vacinação contra o HPV também contribui para evitar infecções associadas a alguns tipos de câncer.

Pessoas que apresentem sintomas persistentes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde. Após a avaliação inicial, o paciente pode ser encaminhado para atendimento especializado. Conforme o tipo e o estágio da doença, o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação dessas abordagens.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #CâncerDeBoca#CâncerDeLaringe#CâncerDeTireoide#CâncerNoBrasil#Inca#JulhoVerde#Prevenção#Saude
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