Um dia após a prisão da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) na Itália, o também deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) se manifestou publicamente, pedindo que o governo italiano não extradite a parlamentar. A prisão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), após condenação a dez anos de reclusão pela invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
No comunicado, publicado nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro prestou solidariedade à colega, mas concentrou sua fala em críticas ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso e recentemente alvo de sanções do governo dos Estados Unidos com base na Lei Global Magnitsky.
“É incrível que algum país democrático ainda siga as ordens de Alexandre de Moraes, juiz da Suprema Corte brasileira sancionado pelos EUA devido a violações de direitos humanos”, escreveu. O parlamentar citou ainda que pedidos de extradição assinados por Moraes foram negados anteriormente por autoridades dos EUA, Espanha e Argentina.
Na mensagem, Eduardo apelou diretamente às autoridades italianas para que rejeitem a extradição de Zambelli. “Os pedidos de extradição de Moraes tampouco foram executados. Espero que a Itália também não se submeta a essa arbitrariedade”, afirmou.
Zambelli foi presa na terça-feira (29) em território italiano, onde estava desde a semana anterior. Desde então, poucos nomes da base bolsonarista se manifestaram sobre o caso. Nos últimos dias, temas como a motociata liderada por Jair Bolsonaro em Brasília e a oficialização do tarifaço de Donald Trump contra o Brasil dominaram as redes entre aliados do ex-presidente.
Apesar disso, a prisão da deputada ganhou mais destaque nas redes sociais em volume de menções. No X (antigo Twitter), o tema esteve entre os mais comentados do Brasil até o final da terça-feira (30), superando outras pautas bolsonaristas.
*Da Agência Fonte Exclusiva.