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Sudeste deve concentrar maioria dos casos de dengue previstos para 2026

Pesquisa aponta que mudanças climáticas e retorno de sorotipo do vírus podem elevar número de infecções no país.

Redação Por Redação
06/03/2026 - 19:12
em Canal VIU
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O Brasil pode enfrentar um novo avanço da dengue em 2026. Um monitoramento realizado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas e da Fundação Oswaldo Cruz projeta que o país pode registrar até 2 milhões de casos da doença ao longo do ano.

O levantamento faz parte de um consórcio internacional que acompanha a evolução das arboviroses e busca antecipar cenários de risco, especialmente diante das mudanças climáticas e das variações nas condições ambientais.

Chuvas intensas e temperaturas elevadas criam condições ideais para a proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, além de outras doenças como zika e chikungunya.

De acordo com os pesquisadores, a expectativa é de cerca de 1,8 milhão de casos em todo o país. O nível de transmissão é considerado alto, mas ainda abaixo do registrado em 2024, quando o Brasil enfrentou um recorde histórico da doença.

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O estudo indica que a maior concentração de casos deve ocorrer na região Sudeste. Aproximadamente 54% dos registros são esperados no estado de São Paulo, enquanto cerca de 10% devem ocorrer em Minas Gerais.

Nos demais estados, os picos de incidência devem ser menores que os observados na última temporada, mas ainda considerados elevados pelos especialistas.

Além das condições climáticas, outros fatores podem contribuir para o aumento dos casos. Entre eles está a circulação do sorotipo 3 do vírus da dengue, que voltou a aparecer com maior intensidade após anos com baixa circulação.

Especialistas também alertam para a possibilidade de confusão no diagnóstico, já que doenças como chikungunya e o vírus oropouche apresentam sintomas semelhantes, como febre, dor no corpo, dor de cabeça e manchas na pele.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde oferece vacina contra dengue para um grupo prioritário formado por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Como o imunizante ainda não está disponível para toda a população, o combate aos focos do mosquito continua sendo a principal estratégia de prevenção.

Segundo especialistas, a doença se espalha quando há grande quantidade de mosquitos e muitas pessoas infectadas ao mesmo tempo, o que acelera a transmissão.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AedesAegypti#AlertaSaúde#arboviroses#Brasil#Dengue#Epidemia#FGV#Fiocruz#Mosquito#Prevenção#SaúdeBrasil#SaúdePública
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