O banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido nesta quinta-feira, 25, para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, unidade conhecida como Papudinha. A mudança de custódia foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que também negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar.
Vorcaro estava custodiado na Superintendência da Polícia Federal e é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes no sistema financeiro envolvendo o Banco Master. Segundo as investigações, ele é apontado como uma das principais figuras do esquema investigado.
A transferência foi autorizada após manifestações da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, que defenderam a Papudinha como o local mais adequado para a custódia do investigado neste momento. Na decisão, Mendonça afirmou que a unidade se apresenta como a alternativa mais apropriada entre as opções disponíveis.
O ministro também determinou que a transferência fosse realizada em até 24 horas, com adoção de medidas para preservar a integridade física do custodiado e garantir a segurança da diligência. O deslocamento ocorreu por via terrestre, em veículo da Polícia Penal Federal.
Além de negar a prisão domiciliar, Mendonça determinou que a direção da unidade adote providências para impedir comunicação entre investigados da Operação Compliance Zero que estejam custodiados no mesmo local. Entre eles está Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, o BRB.
A decisão também prevê que qualquer episódio de ameaça, coação ou tentativa de interferência envolvendo Vorcaro seja comunicado imediatamente ao Supremo Tribunal Federal.
As investigações apontam suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e manipulação de informações financeiras. De acordo com a apuração, o Banco Master teria sido inflado artificialmente por meio de carteiras de crédito avaliadas em cerca de R$ 12 bilhões, usadas para simular patrimônio inexistente.
A defesa de Vorcaro havia pedido a substituição da prisão preventiva por custódia domiciliar, mas o pedido foi rejeitado pelo relator. Até a última atualização, o caso seguia sob análise do STF no âmbito da investigação sobre o Banco Master.
*Da Agência Fonte Exclusiva
